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Brasil quer ser protagonista da inovação global, afirma Luciana Santos no Web Summit Rio 2025

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O Brasil está preparado para viver um novo tempo de inovação e transformação tecnológica, destacou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, na abertura oficial do Web Summit Rio 2025, neste domingo (27). Em discurso, ela ressaltou o compromisso do governo federal em impulsionar a ciência, a tecnologia e o empreendedorismo inovador como pilares para o desenvolvimento sustentável e a justiça social no país.

“Mais do que nunca, estamos vivendo transformações radicais que moldam o presente e o futuro. Tecnologias como inteligência artificial, robótica avançada e biotecnologia estão redesenhando as fronteiras do possível — e também do impossível”, afirmou a ministra, ao lado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Fecomércio, Antonio Queiroz, e de representantes do ecossistema de startups e inovação.

Luciana Santos celebrou o anúncio da permanência do Web Summit no Rio pelos próximos cinco anos e reforçou que eventos como esse são essenciais para posicionar o Brasil entre os protagonistas das cadeias mais dinâmicas da economia global. “Não há perspectiva de projeto de nação que não se insira nesse movimento. Por isso, o apoio a startups, parques tecnológicos e centros de inovação é estratégico para o nosso país”, disse.

Em sua fala, a ministra detalhou os principais programas do MCTI voltados ao fortalecimento do ecossistema de inovação. Ela destacou os investimentos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que soma R$ 760 milhões para parques e centros de inovação; o Centelha, que vai apoiar mais mil novas startups; o Conecta Startup e o Pesquisador na Empresa, que aproximam ciência e setor produtivo.

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Outro ponto de destaque foi o lançamento da sexta edição do programa Mulheres Inovadoras, que incentiva o empreendedorismo feminino em startups de base tecnológica. “A diversidade é fundamental para a excelência da produção científica. Queremos acelerar cinquenta novas startups lideradas por mulheres, garantindo mais inclusão e qualidade na ciência brasileira”, ressaltou.

Luciana também frisou a conexão da política de inovação com a Nova Indústria Brasil (NIB), que busca enfrentar desafios como a transição energética e a transformação digital, além de citar a criação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com previsão de R$ 23 bilhões em investimentos. Segundo a ministra, o país já começa a colher resultados, como o supercomputador Santos Dumont, em Petrópolis (RJ), que passou a integrar o ranking dos cem mais potentes do mundo.

“A era das rupturas é também a era das oportunidades. Com políticas públicas eficazes e com a força coletiva que eventos como o Web Summit representam, o Brasil caminha firme para ser protagonista nesse novo cenário global”, concluiu.

Apoio ao desenvolvimento inclusivo

Durante a cerimônia, o prefeito Eduardo Paes celebrou a confirmação de mais cinco edições do Web Summit na cidade, até 2030. “Isso realmente mostra que queremos que todos no Rio venham e fiquem”, disse. Ele também anunciou um projeto ambicioso para transformar a capital em referência mundial em inteligência artificial. “Faremos do Rio AI City uma realidade. Será o maior centro de dados da América Latina, totalmente alimentado por energia limpa, posicionando o Rio entre os dez maiores players globais em infraestrutura de IA”, explicou.

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Além da infraestrutura, Paes reforçou a importância do investimento em pessoas. “A inovação é verdadeiramente impulsionada pelas pessoas. A educação de alta qualidade leva a melhores resultados e reduz a desigualdade”, completou, ao comentar sobre programas municipais que estimulam a formação tecnológica desde a educação básica até o ensino superior.

Já Antonio Queiroz, presidente da Fecomércio RJ, destacou o papel da inovação para o desenvolvimento social e econômico. “Vivemos em uma era marcada por avanços tecnológicos constantes e rápidas transformações. É essencial reconhecer o papel crucial que a inovação desempenha na criação de novas oportunidades”, afirmou. Ele reforçou o compromisso do Sistema S em democratizar o acesso à educação e à tecnologia: “O Senac Rio de Janeiro tem a missão de levar ferramentas a quem mais precisa, àqueles que ainda estão distantes das oportunidades, para que possamos avançar rumo a uma sociedade mais justa e inclusiva”.

O presidente também exaltou a escolha do Rio de Janeiro como palco para o Web Summit Rio. Segundo ele, o evento contribui para consolidar a cidade como referência global em inovação. “O Rio de Janeiro se consolida cada vez mais como um polo de inovação, criatividade e conexões globais”, enfatizou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI lança GT para transformar riqueza mineral em tecnologia, indústria e desenvolvimento sustentável

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Da bateria do celular aos painéis solares, carros elétricos e equipamentos médicos, os minerais estratégicos estão no centro das transformações tecnológicas e industriais do mundo. Com foco em ampliar a capacidade brasileira de transformar esses recursos em conhecimento, inovação e produtos de maior valor agregado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília, o Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral (GT Soberania Tecnológica Nacional).  

No mesmo dia, o governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria MCTI nº 10.064, de 12 de maio de 2026, que institui oficialmente o grupo e define suas competências. 

O GT terá a missão de elaborar a proposta do Programa Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico, Extensionismo Tecnológico e Inovação para o Setor Mineral, o Programa Inova+Mineral. A iniciativa pretende estruturar uma agenda nacional voltada ao fortalecimento da infraestrutura científica, à formação de profissionais especializados, ao desenvolvimento tecnológico, à industrialização e à ampliação do conteúdo nacional nas cadeias minerais consideradas estratégicas para o país. 

Ciência, tecnologia e agregação de valor 

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Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)

Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a agenda mineral ultrapassa a lógica da extração de recursos naturais e envolve diretamente ciência, tecnologia, indústria e soberania nacional.  

“A demanda global por minerais críticos e estratégicos cresce com a transição energética, com a digitalização da economia e com novas tecnologias que dependem cada vez mais desses insumos. Por isso, quando falamos de minerais estratégicos, estamos falando também de soberania, de desenvolvimento e do lugar que o Brasil quer ocupar no futuro”, declarou. 

Luciana Santos destacou ainda que o objetivo do governo é ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior intensidade tecnológica da cadeia mineral. “Nós não queremos que o Brasil seja apenas fornecedor de matéria-prima para o mundo. O Brasil não pode aceitar o papel de exportar minério bruto e importar tecnologia cara. O Brasil tem inteligência, instituições e capacidade produtiva para transformar sua riqueza mineral em conhecimento, inovação, sustentabilidade e soberania”, afirmou. 

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Agenda estratégica para a indústria e a transição energética 

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Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)

De acordo com a portaria publicada no DOU, o programa terá como referência a Política Mineral Brasileira, a Nova Indústria Brasil (NIB), o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima, a Estratégia Nacional de Economia Circular e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI). Entre as prioridades da iniciativa, estão a transição energética, a transformação ecológica, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do país. 

O grupo será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI) e conta com participação do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A Secretaria-Executiva ficará sob responsabilidade do Departamento de Programas de Inovação do MCTI. 

A proposta será apresentada à ministra Luciana Santos em até 90 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma única vez por igual período. 

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Ascom/MCTI

Desafios tecnológicos e papel estratégico do país 

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, afirmou que o cenário internacional exige o fortalecimento das capacidades tecnológicas nacionais no setor mineral.  

“Hoje, os países que lideram o desenvolvimento tecnológico associado aos minerais críticos e estratégicos não são necessariamente aqueles que apenas possuem reservas minerais, mas aqueles capazes de dominar tecnologias, estruturar cadeias industriais e transformar conhecimento em capacidade produtiva e inovação”, disse. 

Segundo ele, o grupo buscará integrar políticas públicas, instrumentos de financiamento, universidades, centros de pesquisa e empresas para ampliar a capacidade brasileira de inovação mineral. 

O diretor do Departamento de Programas de Inovação do MCTI, Osório Guimarães, ressaltou que a proposta do GT é organizar uma agenda nacional baseada em prioridades estratégicas e em evidências técnicas.  

“A ideia do GT é justamente aproveitar todo esse conhecimento que foi acumulado e construir uma nova agenda, a partir dos acertos e dos aprendizados dos projetos anteriores. Precisamos responder aonde o Brasil quer chegar no setor mineral e quais cadeias produtivas serão prioritárias para o país”, completou. 

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Investimentos e fortalecimento da inovação mineral 

O lançamento do GT ocorre em meio à ampliação dos investimentos públicos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. Entre 2023 e 2025, a Finep contratou mais de 5,3 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com volume superior a R$ 45 bilhões — crescimento de 235% em relação ao período entre 2019 e 2022. 

Na área mineral, a chamada Finep Mais Inovação Brasil — Transformação Mineral destina R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas brasileiras desenvolverem soluções tecnológicas no setor. As linhas contemplam minerais críticos, mineração urbana, reaproveitamento de resíduos, tecnologias sustentáveis e descarbonização da transformação mineral. 

Entre os materiais considerados prioritários estão lítio, cobre, níquel, grafita, terras-raras, nióbio, silício, cobalto e titânio, utilizados em baterias, semicondutores, sistemas de energia renovável e equipamentos de alta tecnologia. 

As chamadas também priorizam projetos ligados à recuperação de áreas degradadas, monitoramento de barragens, reciclagem de resíduos eletrônicos e tecnologias industriais de baixo carbono, como hidrogênio de baixa emissão e captura de CO₂. 

Base científica e capacidade instalada 

O MCTI também destaca que o Brasil possui uma estrutura consolidada de ciência, tecnologia e inovação voltada ao setor mineral. O país conta atualmente com cerca de 22 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia ligados à mineração, 58 unidades Embrapii com atuação em transformação mineral e mais de 96 arranjos produtivos locais de base mineral distribuídos em diferentes regiões do país. 

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, atua desde 1978 no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aproveitamento sustentável dos recursos minerais brasileiros e é o único instituto público do país especializado em tecnologia mineral e ambiental aplicada à mineração. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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