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Brasil busca atrair investidores para recuperação de áreas degradadas em evento global nos EUA

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O Brasil intensificou, esta semana, sua estratégia para atrair investimentos estrangeiros voltados ao agronegócio sustentável durante o Global AgInvesting, um dos principais encontros internacionais do setor, realizado em Nova York, com cerca de 700 participantes, entre representantes de fundos de investimento, bancos e empresas com interesse em ampliar suas carteiras agrícolas de 23 países.

A delegação brasileira foi liderada pelo secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cléber Soares, acompanhado da adida agrícola nos Estados Unidos, Ana Lúcia Viana, e do coordenador de investimentos estrangeiros, Thiago Arcebispo e também contou com representantes da ApexBrasil, do Banco do Brasil em Nova York e de três fundos de investimento em agronegócio, conhecidos como Fiagros, que buscam viabilizar novos projetos no país.

Um dos principais destaques foi o painel dedicado ao Brazilian Green Way (Caminho Verde Brasil), programa do Mapa que prevê a restauração de áreas degradadas com recuperação do solo e aumento da produtividade de alimentos, fibras e energias renováveis sem avanço do desmatamento. Na ocasião, o Banco do Brasil e os FIAGROS apresentaram aos investidores alternativas concretas para a destinação de recursos em projetos de recuperação de terras degradadas.

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“Queremos mostrar que o Brasil é um parceiro seguro e comprometido com a sustentabilidade”, afirmou Cléber Soares durante o evento, ressaltando que o investimento na recuperação de áreas já abertas é o caminho mais inteligente para ampliar a produção de alimentos sem a necessidade de avançar sobre biomas preservados.

Nesta segunda-feira (24) foi lançado, no Brasil, o 2º leilão do Eco Invest por meio de parceria entre Mapa, Ministério da Fazenda e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), permitindo a captação de recursos internacionais para a investimento no Caminho Verde Brasil.

Cooperação Comercial – Além da participação no fórum, a delegação brasileira cumpriu uma série de agendas em Nova York, com visitas ao consulado do Brasil, à ApexBrasil e à Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos destinadas a reforçar a cooperação comercial e destacar novas oportunidades para o agronegócio brasileiro no mercado norte-americano.

Em Washington, D.C., a delegação brasileira se reuniu com o economista-chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Seth Meyer. Em pauta, o estudo de um modelo de evento semelhante ao Outlook Forum, tradicional espaço de debate de perspectivas agrícolas nos EUA, para ser implementado no Brasil.

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O secretário-executivo adjunto Cléber Soaresainda participou de reuniões na U.S. Chamber of Commerce, no Departamento de Estado e em centros de pesquisa como o International Food Policy Research Institute (IFPRI) e o Inter-American Dialogue.

A missão reforça o movimento do Brasil de se posicionar como uma peça-chave na cadeia global de produção agrícola, em um momento em que práticas sustentáveis e segurança alimentar ganham centralidade nas decisões de investimento.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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