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Ibovespa inicia a semana em alta com impulso do mercado internacional e alívio nas tensões EUA-China

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O Ibovespa abriu a semana em terreno positivo nesta segunda-feira (13), acompanhando o bom humor dos mercados internacionais. O índice da B3, principal termômetro do mercado acionário brasileiro, avançava 0,48% por volta das 10h05, alcançando 141.357,78 pontos. Já o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em 15 de outubro registrava alta de 1,12%, refletindo o otimismo dos investidores.

Sinal verde vem do exterior após fala de Donald Trump sobre China

O movimento positivo da Bolsa foi impulsionado por declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adotou um tom mais brando em relação às disputas comerciais com a China. A mudança de postura reduziu o sentimento de aversão ao risco nos mercados globais e estimulou o apetite por ativos de países emergentes, incluindo o Brasil.

Nos mercados internacionais, as principais bolsas da Ásia e da Europa operavam em alta, enquanto os futuros de Wall Street também indicavam ganhos, refletindo o alívio nas tensões geopolíticas e comerciais.

Dólar recua e investidores buscam ativos de maior risco

Com o aumento do otimismo global, o dólar operava em leve queda frente ao real, acompanhando o fluxo de capitais estrangeiros direcionados a mercados emergentes. Investidores aproveitam o momento para buscar ativos com maior potencial de retorno, favorecendo a valorização de ações brasileiras ligadas a commodities e bancos.

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Papéis de empresas como Petrobras e Vale figuravam entre os destaques positivos, acompanhando a alta dos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional.

Perspectivas para a semana: foco em indicadores econômicos e política monetária

Apesar do início de semana promissor, analistas destacam que o desempenho do Ibovespa dependerá da divulgação de novos indicadores econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior. No radar dos investidores estão os dados de inflação norte-americana e as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

No cenário doméstico, as atenções se voltam para a trajetória dos juros e o andamento das reformas econômicas em Brasília, fatores que continuam a influenciar o apetite por risco no mercado local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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