TECNOLOGIA
Ministra Luciana Santos participa do lançamento do Festival Curicaca, da ABDI
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou hoje (29/4), na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do lançamento do Festival Curicaca, o mais novo encontro de inovação, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento tecnológico do país.
Durante a cerimônia, a ministra destacou que um dos grandes desafios brasileiros é fazer com que a nossa excelente produção científica e tecnológica, que é reconhecida internacionalmente – somos a décima produção científica do mundo — tenha mais visibilidade. Ela acredita que é essa aproximação que o Festival Curicaca significa. “É a gente jogar luz, é a gente congregar e dar uma visão panorâmica de um esforço que é orgulho para o Brasil e que muitas vezes a gente não consegue mostrar”, afirmou.
Para o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o Festival será um momento de celebração e estímulo à inovação no Brasil. “O Curicaca chega ao Distrito Federal para mostrar que a indústria do nosso país pode muito e deve apostar em novas tecnologias. Trazer aqui o que há de mais novo na fronteira da inovação é mais um pontapé para fomentar o desenvolvimento do nosso país. E o Curicaca é isso, um despertar de um novo tempo na indústria brasileira”, explicou.
A presidente da P&D Brasil, Rosilda Prates, ressaltou a importância de dar visibilidade à indústria nacional e promover a escuta ativa do governo. “Investimos, no ano passado, R$ 2,6 bilhões em inovação, com empresas de todas as áreas. Soberania tecnológica é essencial. Precisamos ser desenvolvedores, não apenas servidores de tecnologia. Valorizar iniciativas locais e criar espaços de diálogo é dar palco à indústria e plateia ao governo”, disse.
A reitora da Universidade de Brasília (UNB), Rozana Naves, destacou o papel central das universidades na produção de ciência, tecnologia e inovação. “As universidades hoje ocupam lugar principal na produção científica, tecnológica e na inovação. Isso ficou ainda mais evidente durante a pandemia, quando atuamos fortemente no apoio ao setor público e em parcerias com empresas, especialmente na área da saúde. Brasília tem essa tradição, tanto na indústria de base quanto na de inovação”, afirmou.
Festival Curicaca
O Festival Curicaca contará com 10 trilhas de conhecimento, alinhadas às seis missões da política Nova Indústria Brasil (NIB), e pretende reunir cerca de 100 mil pessoas na capital federal. O evento será realizado no estádio Arena BRB e em diversos outros pontos da cidade, de 7 a 11 de outubro. A proposta é que o Curicaca siga o modelo de sua inspiração, o South by Southwest (SXSW), realizado de maneira descentralizada em vários locais da cidade de Austin, no Texas (EUA). Espaços públicos, estabelecimentos comerciais e culturais do DF também receberão programação do Curicaca, permitindo que a cidade viva essa experiência tecnológica. O evento também terá rotas de gastronomia e cultura, circuitos de startups, games e uma intensa agenda de shows e exposições.
A estrutura do Festival na Arena BRB contará com 6 palcos internos, 10 casas de ativação, 70 estandes e 50 salas multiuso. Um dos destaques será o Palco NIB, com capacidade para 1,5 mil pessoas, que receberá cinco palestrantes, 26 painéis, além das cerimônias de abertura e encerramento e uma programação especial de shows.
O programa propõe trilhas de conhecimento que conectam os pilares de inovação, sustentabilidade e tecnologia. Entre os temas, destacam-se energia renovável e sustentabilidade energética, inovação em saúde e biotecnologia, transformação digital e Indústria 4.0, além de segurança e defesa tecnológica. A lista inclui ainda indústria verde e economia circular, agroindústria sustentável e agricultura familiar, inovação social e desenvolvimento regional, políticas e regulação, infraestrutura sustentável e mobilidade verde. Fechando o ciclo, a tecnologia criativa e a inclusão digital reforçam a importância de ampliar o acesso às novas ferramentas e oportunidades. Cada trilha é um convite para repensar, construir e transformar realidades, com palestrantes renomados e ativações visuais da indústria.
O Festival tem como parceiros o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Petrobras, Grupo Globo, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Universidade de Brasília (UnB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Instituto Federal de Brasília (IFB), Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Universidade Católica de Brasília (UCB), P&D Brasil e Agência Oficina.
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MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.


