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Ministra Luciana Santos participa de Reunião dos Chefes das Agências Espaciais do BRICS

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A ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), participou hoje (29/04), em Brasília, da reunião dos Chefes das Agências Espaciais do BRICS. O encontro é de extrema importância para o fortalecimento da cooperação técnico-científica entre os países membros, com destaque para a importância do espaço para o desenvolvimento sustentável e a necessidade de ações conjuntas para enfrentar os desafios globais.

Luciana Santos enfatizou a relevância do encontro e o papel do MCTI na promoção da cooperação espacial. “A definição das prioridades e entregas desse grupo de agências espaciais também busca retratar a visão da presidência brasileira no BRICS. Reduzir as assimetrias intra-BRICS na cooperação espacial através da cooperação descentralizada e aberta e garantir a sustentabilidade do espaço para a Terra e da Terra para o espaço são ações prementes que requerem o fortalecimento das nossas coordenações com os demais países do Sul Global”, declarou a ministra.

A importância do BRICS no cenário mundial e o papel fundamental da cooperação espacial para enfrentar os desafios globais foi enfatizado pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon. “Os BRICS representam um grupo muito importante em termos populacionais e econômicos no mundo. A participação de todos esses países em um grupo unido gera uma importante capacidade de influenciar nas decisões mundiais”, afirmou. Ele destacou ainda a relevância da área espacial para a observação de mudanças climáticas, desastres naturais, transição energética e telecomunicações.

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A presença da ministra Luciana Santos no evento reforçou o compromisso do Brasil com as questões espaciais e a contribuição do país para as grandes decisões globais. As discussões durante o encontro abordaram a institucionalização do grupo, incluindo a viabilidade do estabelecimento de um BRICS Space Council, iniciativa alinhada à prioridade da Presidência Brasileira de fortalecer a coesão e a eficiência do BRICS.

Em sua fala, a ministra Luciana Santos destacou o momento histórico e desafiador para a humanidade, no qual a sobrevivência do planeta está em jogo. “É justamente a ciência, a tecnologia e a inovação, incluindo a área espacial, que, associadas aos saberes de outras esferas, poderão fornecer as melhores respostas e caminhos”, afirmou.

Representantes de outros países do BRICS também expressaram seu compromisso com a cooperação espacial. Li Guoping, secretário-geral da Administração Espacial Nacional da China, reafirmou a convicção de que “os países do BRICS possuem força significativa para influenciar a ordem internacional”, disse.

Já Henok Seifu Merid, da Embaixada da Etiópia, país que recentemente ingressou no bloco, enfatizou a importância da cooperação em ciência e tecnologia para impulsionar o progresso das iniciativas do BRICS. “Acreditamos que esses esforços nos conduzirão a uma governança global mais inclusiva e sustentável”, disse Merid, manifestando o engajamento do país africano com a agenda espacial do BRICS.

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O encontro em Brasília sinaliza um avanço importante na colaboração espacial entre os países do BRICS, com o potencial de gerar benefícios significativos para o desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável não apenas dos membros do bloco, mas para o Sul Global.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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