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Encontro das Mulheres do Café em Manhuaçu destaca liderança e protagonismo feminino
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Cerca de 500 mulheres do café se reuniram em Manhuaçu para o tradicional encontro sobre liderança e inovação
Liderança, protagonismo, segurança e o poder coletivo das mulheres no setor cafeeiro foram os principais temas de palestras durante o encontro realizado em Manhuaçu, na região das Matas de Minas. Organizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Manhuaçu, o evento fez parte do Simpósio de Cafeicultura das Matas de Minas e reuniu cerca de 500 mulheres, incluindo produtoras de diversas cidades e comunidades rurais da região.
Evento celebra o papel da mulher na cafeicultura
Já consolidado e aguardado pelas produtoras rurais, o Encontro de Mulheres do Café mobilizou caravanas e associações de mulheres, promovendo uma rica troca de experiências e conhecimento. Silvana Novais, gerente de Mulher, Jovem e Inovação do Sistema Faemg Senar, que esteve à frente das primeiras edições do evento, explicou a importância do encontro: “Iniciamos esse movimento com o objetivo de incentivar as mulheres a participarem desse espaço dedicado à cafeicultura, se capacitarem e reconhecerem o papel essencial que desempenham, especialmente na qualidade dos cafés das Matas de Minas”.
A importância da persistência e do legado feminino na cafeicultura
Silvana também destacou que o sucesso do evento, que hoje é um grande marco, deve-se à persistência do Sindicato dos Produtores Rurais de Manhuaçu e à atuação de Izaura Paixão, antiga mobilizadora. Patrícia Sad, atual agente de desenvolvimento rural do Sindicato, complementou: “O legado desse trabalho segue sendo mantido. É uma honra receber essas mulheres para um momento de troca, aprendizado e confraternização”.
Histórias de inspiração e união
Andreia Mírian Araújo, produtora iniciante de Orizânia, descreveu o encontro como um café que “desperta o corpo e abraça a alma”. Para ela, o mais valioso foi poder “conhecer outras mulheres e suas realidades”. Ela esteve presente com outras produtoras e a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Orizânia, Gracilaini Lanzarini, que destacou a importância do evento: “Este é um momento de inspiração e valorização do papel da mulher na comunidade”.
União em prol do protagonismo feminino
Viviane Cunha, vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Divino, enfatizou que o evento é um reflexo da união de diversas entidades em prol das mulheres do café: “Esse encontro é uma forma de mostrar que nós, mulheres do café, existimos, fazemos a diferença e estamos em constante busca de conhecimento”.
Apoio contínuo ao protagonismo feminino na cafeicultura
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Manhuaçu, Antônio Teodoro Dutra, acompanhou as palestras e, ao final do evento, reforçou: “As portas da nossa entidade estão sempre abertas para as mulheres e os jovens, com a missão de apoiar o crescimento e a valorização de todos no setor”.
Este encontro não só reafirma o protagonismo das mulheres no agronegócio, mas também fortalece a rede de apoio e incentivo mútuo dentro da cafeicultura, essencial para o desenvolvimento do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


