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Aditivo natural se destaca no combate ao carrapato e melhora produtividade na pecuária do Sul

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Considerado um dos principais desafios sanitários da pecuária nacional — especialmente em rebanhos cruzados com raças taurinas — o carrapato provoca prejuízos expressivos ao setor. Transmissor de doenças como a tristeza parasitária bovina, causada por Babesia sp. e Anaplasma, esse parasita hematófago tem alta capacidade reprodutiva: cada fêmea pode colocar até 3 mil ovos por ciclo.

O problema se intensifica em regiões de clima quente e úmido, onde o ciclo biológico do carrapato é acelerado, exigindo um controle rigoroso. No Rio Grande do Sul, que abriga cerca de 12 milhões de cabeças de gado, os impactos são ainda mais significativos sobre a produtividade dos rebanhos.

Diante desse cenário, o aditivo natural Fator P, desenvolvido pela Premix, vem se consolidando como uma alternativa eficaz e ecologicamente segura no controle do carrapato. O produto atua na saúde intestinal e no fortalecimento imunológico dos bovinos, com resultados confirmados por pecuaristas de diversas regiões do país.

Santa Catarina: resultados expressivos em poucos dias

Em Palma Sola (SC), o criador Daniel Link, da Linha Serraria Link, enfrentava dificuldades com parasitas resistentes a diversos medicamentos convencionais. Ao incorporar o Fator P à suplementação do gado de corte taurino, observou melhorias em pouco tempo.

“Em cerca de 15 dias, os carrapatos começaram a cair, com sinais de morte por falha na digestão do sangue. Após 45 dias, o rebanho já estava livre de carrapatos”, relata Link.

Além do controle efetivo dos parasitas, ele também notou melhorias no brilho da pelagem dos animais e um aumento significativo na taxa de prenhez por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). “Sem os carrapatos, as fêmeas ganharam escore corporal e melhoraram a função ovariana. O Fator P facilitou o manejo e reduziu os custos pela metade”, afirma.

Controle eficiente e sem alterações na rotina da fazenda

O gerente de Vendas da Premix para as regiões Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, Mário Sérgio Passolo, acompanhou de perto os resultados na propriedade catarinense. Segundo ele, a fazenda já dispunha de estrutura e manejo adequados, o que facilitou a introdução do aditivo nas misturas produzidas no próprio local, com dose diária entre 6 a 8 gramas por cabeça.

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“O consumo adequado do suplemento foi garantido pela organização da fazenda, e os carrapatos desapareceram rapidamente, reduzindo a necessidade de uso de medicamentos”, destaca.

Passolo também ressalta que o uso do Fator P não alterou a rotina da propriedade, já que foi incluído nos suplementos utilizados regularmente. “A redução das idas ao curral e a melhora no escore corporal dos animais são ganhos que mostram a eficácia do produto na região Sul, onde o carrapato é um grande desafio.”

Entre as orientações para bons resultados, ele destaca o controle da ingestão do suplemento, a frequência do abastecimento, o espaço adequado de cocho por animal e o posicionamento estratégico do cocho no pasto. Os primeiros resultados, segundo ele, começam a aparecer por volta de 60 dias.

Rio Grande do Sul: rebanho livre de carrapatos desde 2024

No município de São Sepé (RS), o pecuarista Rodolfo Textor, da Encruzilhada Textor, também adotou o Fator P após ouvir relatos positivos de outros criadores e da equipe da Premix. Inicialmente aplicado em uma categoria específica do rebanho, o aditivo demonstrou efeito duradouro.

Segundo o supervisor de Vendas da Premix no estado, Tiago Frohlich, os desafios enfrentados na propriedade incluíam infestação de carrapatos e baixo ganho de peso na recria de novilhas. A recomendação foi o uso de proteinado com Fator P.

“Os animais suplementados, vindos de outra fazenda do grupo em agosto de 2024, continuam livres de carrapatos até hoje. Houve apenas uma fase com pequena incidência, resolvida sem necessidade de manejo”, conta Textor.

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Além do controle do parasita, ele observou um ganho de peso de cerca de 700 gramas por dia e melhorias na pelagem dos bovinos. “Reduzimos o número de manejos e já planejamos usar o produto em outra unidade do grupo”, afirma.

Para Frohlich, os resultados obtidos confirmam a eficácia do Fator P mesmo em ambientes com características específicas como as do Pampa gaúcho, onde o clima e o tipo de pastagem dificultam o controle de parasitas. “Trata-se de uma ferramenta eficaz para vencer desafios regionais importantes”, conclui.

Tecnologia natural e segurança para o sistema produtivo

De acordo com Lauriston Bertelli Fernandes, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Premix, o Fator P é seguro tanto para os animais quanto para os humanos, respeitando o meio ambiente e podendo ser utilizado sem carência na produção de leite ou carne.

Estudos realizados com bovinos suplementados mostraram que o aditivo fortalece a resposta imunológica dos animais, aumentando sua resistência aos carrapatos. “Ele atua na modulação da fermentação ruminal e melhora a saúde intestinal. Com isso, o sistema imune responde de forma mais eficiente”, explica Fernandes.

O pesquisador destaca ainda que o Fator P estimula a produção de anticorpos que reagem à saliva do carrapato, favorecendo sua queda antes da fase adulta. “Não é um repelente, mas sim um aliado eficaz, seguro e sustentável. O uso contínuo contribui até para a descontaminação do ambiente”, complementa.

Aprovado após anos de testes, o Fator P é recomendado para diferentes tipos de rebanhos e condições ambientais. “A experiência comprova sua eficácia em diversas raças e regiões, com tempo de resposta variável conforme o grau de infestação e características da propriedade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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