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Açúcar recua e atinge menor valor em 3 anos e meio na Bolsa de Nova York
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A desvalorização reflete uma combinação de fatores, como a ampla oferta global — especialmente do Brasil — e o arrefecimento das preocupações com a demanda internacional, diante de um cenário de crescimento econômico global mais lento.
Confira os destaques da movimentação do mercado do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres:
Preços futuros do açúcar atingem mínimas históricas na ICE de Nova York
Na última sexta-feira (2), os contratos futuros do açúcar negociados na ICE Futures de Nova York caíram abaixo dos 17 centavos de dólar por libra-peso, registrando o menor valor dos últimos três anos e meio. Analistas consultados pela Reuters apontam que a retração decorre da menor preocupação com a oferta e do impacto negativo das incertezas sobre o crescimento global na demanda pelo produto.
De acordo com o Commerzbank, “a combinação de preocupações com a demanda e a ampla oferta do Brasil provavelmente continuará a pressionar os preços do açúcar”.
Na semana, o contrato com maior liquidez na ICE acumulou uma queda de 5,4%.
FAO aponta recuo no índice global de preços do açúcar
Ainda segundo a Reuters, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que o seu índice de preços do açúcar apresentou queda de 3,5% no mês de abril. A retração está ligada à incerteza sobre as perspectivas econômicas mundiais, que tende a impactar negativamente a demanda por commodities agrícolas.
Comportamento dos contratos na ICE de Nova York
Apesar da baixa semanal, a sexta-feira (2) foi marcada por um comportamento misto nos contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE:
- O vencimento maio/26 foi o único a registrar queda, encerrando com recuo de 1 ponto.
- A tela julho/26 fechou estável.
- Os demais contratos encerraram em alta, com variações entre 1 e 4 pontos.
- O contrato julho/25 foi negociado a 17,20 centavos de dólar por libra-peso.
Projeções do Citi indicam recuperação moderada
Em seu relatório mensal, o Citi indicou que espera preços médios ao redor de 19 centavos de dólar por libra-peso no próximo trimestre e 20 centavos em 12 meses. O banco mantém uma posição neutra para o açúcar na ICE, citando expectativa de crescimento significativo na produção do Brasil e da Índia.
Açúcar branco recua nos contratos de curto prazo em Londres
Na ICE Futures Europe, em Londres, o mercado do açúcar branco também apresentou queda nas quatro primeiras telas:
- O contrato agosto/25 foi cotado a US$ 489,70 por tonelada, recuo de US$ 4,10 em relação ao dia anterior.
- A tela outubro/25 caiu US$ 3,50, fechando em US$ 479,30 por tonelada.
- Os demais vencimentos oscilaram entre baixa de US$ 1,80 e alta de US$ 1,60, com recuperação apenas nos contratos de longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

