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Lei de TICs impulsiona inovação e é destaque em workshop sobre Inteligência Artificial

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Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na abertura do III Workshop do Hub de Inteligência Artificial e Arquiteturas Cognitivas (H.IAAC) nesta terça-feira (6), Guilherme Corrêa, coordenador-geral de Tecnologias Digitais da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD), ressaltou o papel central da Lei de TICs no fomento à inovação no Brasil e destacou a importância do H.IAAC como um dos principais projetos apoiados por meio do Programa Prioritário de Informática (PPI).

Segundo o coordenador-geral, o H.IAAC está entre os três maiores projetos já apoiados com recursos do PPI. “O que mostra a força dessa parceria entre universidade, instituto de pesquisa e setor produtivo”, afirmou Corrêa, destacando a atuação conjunta de parceiros como a Unicamp, o Instituto Eldorado e a Motorola.

O evento, que segue até esta quarta-feira (7), em Campinas (SP), reúne mais de 200 especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes dos setores público e privado para debater os rumos da inteligência artificial no país.

Durante a apresentação, Guilherme Corrêa, explicou como o modelo de financiamento previsto pela Lei de TICs obriga as empresas beneficiadas a investirem em pesquisa e desenvolvimento, inclusive em parceria com instituições acadêmicas. Segundo ele, essa aproximação é um dos grandes trunfos da política pública, que está vigente há mais de três décadas.

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“Mesmo sendo um recurso privado, ele passa por uma gestão pública rigorosa, o que garante que os investimentos atendam aos critérios técnicos e estratégicos definidos pelo ministério”, explicou Corrêa.

O coordenador do MCTI também apontou o alinhamento entre as ações do H.IAAC e os objetivos do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado recentemente pelo governo federal, com previsão de investimento da ordem de R$ 23 bilhões.

“O desafio agora é integrar os avanços do H.IAAC às diretrizes do PBIA, principalmente em frentes como capacitação, infraestrutura e aplicação de IA no setor público”, destacou Guilherme.

Para o coordenador do H.IAAC, Leandro Villas, o workshop é mais do que um momento de balanço: é um marco de renovação do compromisso com o futuro da IA no Brasil. “Estamos aqui juntos para fortalecer uma iniciativa que já impactou milhares de vidas e que tem o potencial de transformar ainda mais o nosso país. O H.IAAC já é referência em toda a América Latina e queremos ir além: expandir para áreas como saúde, agro e educação, sempre formando talentos e gerando soluções alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial”, afirmou.

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De acordo com ele, os resultados acumulados em apenas quatro anos demonstram o alcance da iniciativa: mais de 200 bolsas concedidas em todos os níveis, 99 artigos publicados e 14 prêmios recebidos.

“O H.IAAC não é apenas um hub de pesquisa, é o nosso compromisso com as próximas gerações. Este workshop marca o início de uma nova etapa”, completou Villas.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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