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MPA participa do lançamento da série “Diálogos pelo Clima”, promovida pela Embrapa
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) celebrou nesta quarta-feira (7/5) seu 52º aniversário com o lançamento da série “Diálogos pelo Clima”, que visa fortalecer o compromisso do Brasil com soluções sustentáveis para a agropecuária. A programação contou com debates ao longo do dia que finalizaram com uma solenidade comemorativa no auditório da sede da instituição, em Brasília.
Representando o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o secretário-executivo Edipo Araujo participou da cerimônia de abertura e integrou a mesa-redonda “Ciência para sistemas agroalimentares resilientes e adaptados aos impactos da mudança do clima”. Durante sua fala, o secretário destacou a importância da inclusão da pesca e aquicultura no debate climático.
“Hoje demos um passo muito importante com o lançamento do evento “Diálogos pelo Clima”, momento essencial para o setor que é fundamental para a segurança alimentar e nutricional da nossa população. A pesca e aquicultura estão na linha de frente dos impactos das mudanças climáticas e têm papel estratégico na construção de modelos produtivos resilientes e na redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou Édipo.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou que a iniciativa tem como objetivo orientar os debates preparatórios para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. Segundo ela, a jornada pretende ampliar o conhecimento da sociedade sobre as mudanças do clima e valorizar tecnologias desenvolvidas pela ciência brasileira voltadas para a sustentabilidade no campo.
A série “Diálogos pelo Clima” será composta por sete edições, contemplando todos os biomas brasileiros. As contribuições dos encontros serão consolidadas em um documento-síntese a ser entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. A expectativa é que esse material subsidie a formulação de políticas públicas e auxilie a delegação brasileira nas negociações durante a Conferência.
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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