AGRONEGOCIOS
Queda nas cotações do boi gordo reflete incertezas no mercado, mas otimismo persiste entre recriadores
AGRONEGOCIOS
A queda nos preços dos animais para abate, tanto machos quanto fêmeas, vem sendo registrada nas últimas semanas, afetando a maior parte das regiões acompanhadas pelo instituto. No entanto, apesar dessa retração, o segmento de reposição mantém um ritmo considerável de negociação, impulsionado pela confiança dos recriadores em relação ao futuro da pecuária.
Preços em queda no mercado de boi gordo
De acordo com os levantamentos do Cepea, os preços do boi gordo no estado de São Paulo estão atualmente variando entre R$ 310 e R$ 335, com as melhores cotações sendo obtidas para lotes que atendem aos critérios mais exigentes dos compradores. Essa redução nas cotações reflete um ajuste no mercado, após um período de preços mais elevados, e indica uma mudança nas expectativas dos agentes do setor.
Liquidez e preços no segmento de reposição
Embora o mercado de boi gordo esteja em queda, o segmento de reposição tem experimentado uma desaceleração discreta, com menor liquidez nos últimos dias. No entanto, a redução no ritmo de negociações ainda não foi significativa, e as transações continuam ocorrendo com um bom nível de arremates nos leilões. Isso reflete um otimismo entre os recriadores, que continuam acreditando em perspectivas favoráveis para o setor pecuário a curto e médio prazos.
Otimismo dos recriadores em relação ao futuro da pecuária
Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da queda nos preços, o setor de reposição se mantém ativo. O alto percentual de vendas realizadas nos leilões indica que os recriadores ainda têm confiança na evolução do mercado, apesar das flutuações de curto prazo. O cenário de incertezas econômicas pode impactar as cotações, mas os pecuaristas parecem manter uma visão positiva sobre o futuro da atividade, o que contribui para a continuidade das negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

