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México contesta suspensão de importações de gado pelos EUA por causa da bicheira
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Autoridades mexicanas classificaram a suspensão como injusta e ressaltaram os esforços de cooperação para erradicar a praga. A expectativa é de que a medida dure apenas 15 dias e não provoque grandes impactos econômicos.
Governo mexicano rejeita decisão dos EUA
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou nesta segunda-feira (12) que o país não concorda com a suspensão imposta pelos Estados Unidos sobre as importações de animais vivos, como gado, cavalos e bisões. A medida foi anunciada no domingo pela Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, e está sendo implementada de forma “mês a mês”, segundo o governo americano.
México defende colaboração no combate à praga
Segundo Sheinbaum, o México tem atuado de forma colaborativa na erradicação da bicheira-do-Novo Mundo, parasita que afeta gado e animais silvestres, podendo causar infecções graves e até fatais. A presidente mexicana reforçou que o país não aceita a justificativa de que os esforços não foram suficientes, como argumentam as autoridades norte-americanas.
“Não podemos reagir com pressa a qualquer coisa que seja dita no dia, especialmente pelo secretário de Agricultura dos EUA. O México não é a pinhata de ninguém”, afirmou Sheinbaum em coletiva à imprensa.
Suspensão deve durar 15 dias, diz governo mexicano
O ministro da Agricultura do México, Julio Berdegue, já manteve contato com autoridades dos EUA e informou que a suspensão tem previsão de durar apenas 15 dias. A presidente reiterou essa informação, afirmando que há expectativa de que a situação seja resolvida em breve.
“Esperamos que essa medida, que consideramos injusta, seja suspensa muito em breve”, reforçou Sheinbaum.
Acordo recente e impacto econômico
No mês passado, México e Estados Unidos firmaram um acordo para o manejo da bicheira, reforçando ações conjuntas para o controle da praga. Apesar da decisão recente dos EUA, a presidente mexicana se mostrou otimista quanto à limitação do impacto econômico da medida, caso se mantenha o prazo de suspensão de duas semanas.
A situação segue em negociação entre os dois países, e o governo mexicano espera que os esforços de colaboração e controle sanitário sejam suficientes para reverter a decisão norte-americana o quanto antes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil
O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.
Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.
Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular
Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.
No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.
Categorias essenciais seguem pressionadas
Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:
- Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
- Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
- Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
- Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
Já algumas categorias apresentaram melhora:
- Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
- Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
- Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento
Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.
A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.
Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.
Leite UHT tem maior avanço na ruptura
O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.
O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.
No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.
Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura
Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.
O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.
Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.
Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento
Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:
- Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
- Café: redução de 8% para 7,5%
Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.
Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos
Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.
A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.
O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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