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Segurança pública debate recuperação de ativos em encontro nacional

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Fortaleza, 13/05/2025 – Fortalecer as unidades que recuperam bens frutos de crimes ou adquiridos com recursos ilícitos, enfraquecer financeiramente organizações criminosas e melhorar a cooperação entre órgãos federais e estaduais. Esses são os principais objetivos do III Encontro Nacional da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), que começou nesta terça-feira (13) e segue até quinta-feira (15), em Fortaleza (CE).

A reunião também é uma oportunidade de troca de experiências e de boas práticas entre as corporações e de elaboração conjunta de protocolos padronizados para os agentes de segurança pública de todo o País. Na ocasião, a Polícia Federal lançou o Recuperômetro, ferramenta que vai consolidar os indicadores das operações.

O secretário Nacional de Segurança Pública substituto (Senasp), Rodney da Silva, ressaltou que o objetivo do encontro, e das ações que resultarão dele, é enfrentar os crimes com repercussão financeira e descapitalizar as organizações criminosas. “Trata-se de estratégia prioritária no combate ao crime organizado, de enfraquecimento das estruturas dessas organizações, não apenas com a prisão de seus membros ou de eventual apreensão de drogas ou armas, mas, principalmente, com ações para atingir o seu patrimônio e as fontes de financiamento desses crimes”, disse o secretário substituto.

Avanços expressivos

Desde sua criação, a Recupera tem promovido avanços como: promoção de capacitações; publicação do Manual de Recuperação de Ativos; desenvolvimento de indicadores estratégicos; articulação de conferências com o Poder Judiciário e o Ministério Público; incentivo à criação de unidades de recuperação de ativos nas polícias judiciárias; institucionalização da Política Nacional de Recuperação de Ativos; e fomento à criação de fundos específicos para as Polícias Civis.

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A Política Nacional de Recuperação de Ativos (Portaria MJSP nº 870/2025) traz diretrizes para ampliar a efetividade no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas. A medida também reforça a cooperação entre União, estados e municípios, com atuação coordenada no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

De acordo com o diretor de Cooperação Internacional e Recuperação de Ativos do MJSP, Arnaldo Silveira, ela representa um marco para o combate ao crime organizado. “Ela traz diretrizes claras para identificar, bloquear e destinar bens obtidos por meio de atividades ilícitas. A política também fortalece a atuação integrada entre os entes federados e assegura que o produto do crime retorne à sociedade”.

Instituída pela Portaria nº 533/2023, a Recupera reúne unidades de recuperação de ativos das Polícias Civil e Federal e das diversas áreas do MJSP responsáveis por identificar, localizar, apreender, administrar, alienar e destinar todos os bens adquiridos por indivíduos ou organizações criminosas a partir da prática ou do financiamento de infrações penais. Atualmente, já foram instituídas 19 unidades de recuperação de ativos nas Polícias Civis e 27 nas regionais da Polícia Federal. A rede integra o Grupo de Ação Financeira da América Latina (Gafilat).

Programação

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A programação do encontro, que começou nesta terça-feira, inclui painéis temáticos, relatos de boas práticas e oficinas técnicas voltadas à qualificação das unidades de recuperação de ativos. Além de representantes das entidades integrantes da Recupera, participam membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Departamento Nacional de Trânsito, da Controladoria-Geral da União e de outros órgãos.

Os resultados do II Recupera, que ocorreu em outubro de 2024, em Brasília (DF), foram consolidados em uma carta aberta formulada pelos participantes do evento, em especial, os representantes das unidades de Recuperação de Ativos das Polícias Civis das 27 unidades federativas e dos Grupos Regionais de Recuperação de Ativos da Polícia Federal.

Integrantes

A Rede Recupera é coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Senasp, e é composta por uma série de órgãos estratégicos, como a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) da Polícia Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a Diretoria de Gestão de Ativos e Justiça (DGA) da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), órgãos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além das unidades de Recuperação de Ativos das Polícias Civis.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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