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Diálogo Brasil-China debate segurança alimentar em Pequim

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram nesta quarta-feira (14), em Pequim, o Diálogo Brasil-China sobre Segurança Alimentar. O evento reuniu autoridades e representantes de entidades brasileiras e chinesas de diversos segmentos do agronegócio.

Segundo dados da ApexBrasil, o Brasil desempenha um papel central na segurança alimentar da China, respondendo por mais de 25% das importações agrícolas e pecuárias do país asiático.

Na abertura do seminário, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou a importância da presença do setor empresarial nas discussões sobre o tema. “Parabenizo os empresários brasileiros que acreditam nessa relação, que investem na excelência de produção e atendem às exigências do governo chinês, oferecendo produtos de qualidade, seguros e competitivos. É uma satisfação ver o crescente interesse em novos mercados e, principalmente, o esforço para ampliar aqueles que já conquistamos”, ressaltou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, também reforçou a relevância estratégica da parceria com os chineses. “Hoje, a China é o nosso maior parceiro comercial. No ano passado, segundo estatísticas brasileiras, os chineses compraram US$ 44 bilhões em produtos do Brasil, cerca de 30% de tudo o que exportamos do nosso agronegócio. Para se ter uma ideia, a China importou mais do que o dobro da União Europeia, nosso segundo principal parceiro. Esses números mostram que, para os chineses, o Brasil também é estratégico. Trata-se de um caminho sem volta, de aproximação e união em prol da segurança alimentar global”, afirmou Rua.

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Já o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a construção de uma relação de longo prazo entre os países. “Queremos nos colocar como parceiros da China, parceiros confiáveis, estáveis e sustentáveis. Buscamos uma relação que vai além do comércio, uma relação de investimento mútuo, onde queremos mais investidores chineses no Brasil e também continuar investindo aqui na China”, disse.

Representando o setor produtivo brasileiro, participaram do seminário a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), a CropLife e o Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE).

Pelo lado chinês, estiveram presentes importadores e representantes da Câmara de Comércio do Governo da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Naturais e de Origem Animal (CFNA), do Centro de Promoção do Comércio Agrícola da China (ATPC), da Associação Chinesa de Comercialização de Frutas (CFMA), da Associação Nacional da China do Setor de Grãos (CNAGS) e da Associação Chinesa da Indústria da Carne (CMA).

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BRASIL E CHINA

Segunda maior economia do mundo, a China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o comércio entre Brasil e China atingiu um patamar histórico, com uma corrente de comércio de quase US$ 160 bilhões, resultado de exportações brasileiras de US$ 94,4 bilhões e importações de US$ 63,6 bilhões, gerando um superávit de US$ 30,7 bilhões – o que representou 41,4% do saldo comercial total do Brasil. O país se destacou como o maior fornecedor chinês de produtos essenciais como soja, carnes bovina e de aves, celulose, algodão e açúcar, reforçando seu papel estratégico na segurança alimentar da China.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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