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DATAGRO e RE/MAX BRASIL Lançam RE/MAX AGRO: A Revolução no Mercado Agroimobiliário Brasileiro
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Em uma movimentação estratégica que promete transformar o mercado agroimobiliário brasileiro, a DATAGRO e a RE/MAX BRASIL anunciaram o lançamento da RE/MAX AGRO. Essa joint-venture combina o conhecimento técnico da DATAGRO, especialista em agronegócio, com o alcance global e expertise imobiliária da RE/MAX. O objetivo é elevar o patamar das negociações de propriedades rurais, oferecendo serviços especializados para um mercado em constante evolução.
A Parceria: Unindo Expertise Técnica e Global
A RE/MAX AGRO nasce da união de duas grandes potências em seus respectivos setores. A DATAGRO, com mais de 40 anos de experiência no agronegócio brasileiro, e a RE/MAX BRASIL, parte da maior rede imobiliária global, com presença em mais de 110 países. Juntas, elas visam criar soluções inovadoras e de alta qualidade para o mercado de terras rurais no Brasil.
Alexandre Trevizan, CEO da RE/MAX AGRO, ressalta a importância desta colaboração: “Com a RE/MAX AGRO, consolidamos uma proposta inédita, unindo o profundo conhecimento do agronegócio brasileiro com a capilaridade e know-how global da RE/MAX, proporcionando uma abordagem mais completa e assertiva para os negócios imobiliários rurais.”
O Mercado Brasileiro e a Necessidade de Serviços Especializados
A decisão de criar a RE/MAX AGRO surge em um momento propício para o agronegócio brasileiro, que está em uma fase de reestruturação e busca por serviços mais qualificados no segmento de negociação de terras rurais. A parceria traz, portanto, uma proposta inovadora, superando a corretagem tradicional e incorporando diagnósticos técnicos e uma rede de compradores nacionais e internacionais.
Carolina Troster, sócia da DATAGRO Financial, destaca que “os nossos levantamentos sobre as commodities agrícolas já orientam decisões em mais de 50 países. Agora, com a RE/MAX AGRO, aplicaremos essa mesma competência analítica ao mercado imobiliário rural, estabelecendo novos critérios de avaliação e comercialização de propriedades no Brasil.”
Um Mercado em Expansão
O cenário para investimentos em terras rurais no Brasil é extremamente favorável. O país se consolidou como uma das maiores potências do agronegócio mundial, e o interesse de investidores institucionais em ativos fundiários cresce constantemente. De acordo com dados do setor, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (FIAGROs) expandiram seu patrimônio líquido em 315% nos últimos dois anos, alcançando R$ 43,7 bilhões, conforme o Valor Econômico.
Esse movimento reflete uma tendência global de diversificação de portfólio, com terras agricultáveis sendo cada vez mais vistas como ativos estratégicos. Além disso, a crescente preocupação com segurança alimentar e soberania energética tem contribuído para o aumento da valorização dessas propriedades.
Serviços Inteligentes para o Agroimobiliário
A RE/MAX AGRO chega com um portfólio de serviços completos, voltados para a complexidade do mercado agroimobiliário. Entre as soluções oferecidas estão:
- Estruturação de operações complexas, incluindo soluções de crédito e liquidez.
- Integração com investidores institucionais nacionais e internacionais.
- Laudos técnicos e avaliação mercadológica de propriedades rurais.
- Acesso à maior rede nacional de compradores de imóveis rurais.
- Auditoria fundiária, ambiental e jurídica.
Projeções de viabilidade econômica e diagnóstico vocacional de propriedades.
Alexandre Trevizan explica: “A RE/MAX AGRO não se limita a ser apenas uma corretora de imóveis rurais. Ela se configura como uma plataforma integrada de inteligência, agregando o rigor analítico da DATAGRO com a expertise da RE/MAX em negociações imobiliárias.”
Perspectivas para o Mercado Imobiliário Rural Brasileiro
O mercado de terras rurais no Brasil está em plena ascensão e deve seguir essa trajetória nos próximos anos, impulsionado por diversos fatores, como a valorização das terras produtivas, a disseminação da agricultura de precisão e a digitalização do campo. Além disso, o aumento do investimento de fundos institucionais, como os FIAGROs, e a diversificação de portfólios por family offices e grandes investidores são elementos que contribuem para o crescimento do setor.
Carolina Troster aponta que “o mercado imobiliário rural está passando por uma transformação estrutural. Propriedades antes avaliadas por localização e tamanho, agora são analisadas de forma mais técnica, levando em conta seu potencial agronômico, infraestrutura hídrica e aptidão edafoclimática.”
A RE/MAX AGRO como Impulsora de Transformações no Setor
Com mais de 57 mil hectares representados e R$ 1.3 bilhão em imóveis rurais negociados em 2024, a RE/MAX AGRO se destaca como uma das grandes impulsionadoras dessa transformação no setor agroimobiliário. Alexandre Trevizan comenta que este movimento estratégico visa não apenas consolidar o sucesso da divisão de agronegócios da RE/MAX Brasil, mas também abrir novas possibilidades para o setor, com o apoio da DATAGRO e outros investidores estratégicos.
“Estamos prontos para transformar o mercado agroimobiliário com soluções integradas, aplicando análise de dados e know-how técnico em todas as decisões de compra e venda de imóveis rurais”, conclui Trevizan.
Com esse lançamento, a RE/MAX AGRO estabelece uma nova era para o mercado de terras rurais no Brasil, combinando inteligência técnica e poder global para atender às crescentes demandas de um setor cada vez mais dinâmico e profissionalizado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro


