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MEC abre ciclo de adesão para o Escola das Adolescências

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O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira, 19 de maio, o período de adesão ao Programa Escola das Adolescências para o ciclo de 2025. O programa tem como foco o fortalecimento dos anos finais do ensino fundamental, por meio de apoio técnico-pedagógico e financeiro às redes de ensino. A adesão deverá ser realizada pelas secretarias de educação municipais e estaduais por meio da plataforma Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec) até o dia 20 de junho. 

Em webinário realizado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) e transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o ministério apresentou o passo a passo para que as redes possam ingressar no programa e ter acesso aos recursos financeiros e às formações previstas na política pública.  

“Estamos fazendo um esforço de apoio técnico e financeiro priorizado para criar uma estratégia que olhe para as especificidades dos anos finais do ensino fundamental”, destacou a coordenadora-geral de Ensino Fundamental da SEB/MEC, Tereza Santos Farias.  

Segundo a coordenadora, o MEC apoia uma cooperação de esforços entre os entes federativos, para construir uma escola que se conecte mais com as diversas formas de viver a adolescência no Brasil. “Vamos promover um espaço acolhedor e que impulsione a qualidade social e o desenvolvimento integral dos estudantes, porque a adolescência é o segundo período de maior plasticidade cerebral, período de oportunidades e de riscos, e os esforços do programa se dirigem para fomentar estratégias para aprender mais, com mais sentido e significado”, reforçou.  

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Participou do encontro a coordenadora de Estratégia da Educação Básica, Daiane Lopes, orientando sobre as formas de uso do recurso do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) também para a recomposição de aprendizagens. Além disso, esteve presente a coordenadora-geral de Educação Ambiental para a Diversidade e Sustentabilidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Viviane Vazzi, que apresentou a Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), orientando redes e escolas de anos finais a realizarem a etapa escolar da conferência, que se volta ao fortalecimento de ações formativas no campo da educação ambiental e cujo prazo se estende até 30 de junho. 

Escola das Adolescências – O Programa Escola das Adolescências, instituído pela Portaria nº 635/2024, é uma estratégia do Governo Federal de apoio técnico-pedagógico e financeiro para fortalecer os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano). Conjugando esforços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a iniciativa busca construir uma proposta para essa etapa de ensino que se conecte com as diversas formas de viver a adolescência no Brasil; promova um espaço acolhedor; e impulsione a qualidade social da educação, melhorando o acesso, o progresso e o desenvolvimento integral dos estudantes.  

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A política inclui produção e divulgação de guias temáticos sobre os anos finais do ensino fundamental, assim como incentiva, financeiramente, escolas priorizadas segundo critérios socioeconômicos e étnico-raciais. Além disso, encoraja maior conexão com as características dos anos finais, para apoiar a construção de trajetórias de sucesso escolar. Suas estratégias se dividem em três eixos: governança; organização curricular e pedagógica; e desenvolvimento profissional.   

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB  

Fonte: Ministério da Educação

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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