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49º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras celebra 55 anos de avanços no controle da ferrugem
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O 49º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras terá como tema central os 55 anos do combate à ferrugem do cafeeiro, doença que marcou a história da cafeicultura nacional. Com o slogan “Ferrugem do Cafeeiro 55 anos: antes doença temida, hoje vencida pela tecnologia”, o evento reforça a evolução da produção de café no Brasil desde o surgimento da ferrugem em 1970, que impulsionou a modernização das lavouras e o uso de tecnologias avançadas no setor.
Data e local do evento
O congresso está agendado para ocorrer entre os dias 28 e 31 de outubro de 2025, no Centro de Convenções do Cassino Palace, localizado no centro de Poços de Caldas, Minas Gerais. A expectativa é reunir pesquisadores, técnicos e profissionais ligados à pesquisa e difusão tecnológica para discutir as principais inovações recentes na cultura do café.
Apresentação de trabalhos científicos
O evento receberá cerca de 400 trabalhos técnicos e científicos enviados por profissionais de diversas instituições e regiões do país. O prazo para envio dos trabalhos vai até 17 de setembro de 2025. A programação incluirá a apresentação dos estudos e debates técnicos sobre variados aspectos da cafeicultura.
Seminários temáticos
Serão realizados três seminários dedicados a temas atuais e relevantes para o setor cafeeiro:
- Controle de nematoides em cafeeiros
- Problemas relacionados ao estresse das plantas de café
- Tecnologias aplicadas às lavouras de montanha
Abertura do congresso e homenagens
Na cerimônia de abertura, haverá um debate sobre a conjuntura atual da cafeicultura, lançamento de duas novas cultivares de café e entrega de homenagens a 12 personalidades e técnicos que contribuem para o desenvolvimento da cafeicultura. Também serão reconhecidos um cafeicultor e um colaborador da pesquisa cafeeira pelo mérito no setor.
Dia de Campo e demonstração de resultados
No último dia do congresso, será realizado um Dia de Campo na Fazenda Sertãozinho, onde os participantes poderão acompanhar demonstrações práticas e resultados de pesquisas aplicadas no campo.
Organização e informações adicionais
O evento é promovido pela Fundação Procafé, Consórcio Pesquisa Café (coordenado pela Embrapa Café), Secretaria de Estado de Agricultura de Minas Gerais, Universidade de Uberaba (Uniube) e Universidade Federal de Lavras (UFLA).
Para mais informações sobre inscrição, envio de trabalhos e participação, o site oficial é www.fundacaoprocafe.com.br, ou pelo telefone (35) 3214-1411.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

