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Recomeçar: MJSP investe R$ 30 milhões em programa de amparo a vítimas de crimes

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Brasília, 21/05/2025 – Foi lançado, nesta quarta-feira (21), o programa Recomeçar — Rede de Cuidado, Orientação e Apoio às Vítimas de Crimes, com orçamento de quase R$ 30 milhões. A iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), será executada em parceria com os Ministérios Públicos estaduais.

Durante a cerimônia de lançamento, que ocorreu no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), 18 Ministérios Públicos estaduais assinaram convênio para receber os repasses do programa para contratação de equipes multidisciplinares que vão promover acolhimento, orientação e assistência jurídica para vítimas de crimes. Na ocasião, também foi assinada a Portaria nº 1/2025, que institui a Política Nacional de Assistência às Vítimas de Crimes, no âmbito da Senappen.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou que o Recomeçar não é apenas um programa, mas uma rede de cuidado e apoio fundamental às vítimas de crimes, especialmente àquelas esquecidas pela sociedade. “É uma iniciativa extraordinária que reflete nosso compromisso com a justiça social em sua plenitude”, destacou.

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Para Lewandowski, a iniciativa é um contraponto importante ao Plano Pena Justa, que visa ressocializar a pessoa privada de liberdade por meio de trabalho, educação e capacitação profissional.

“Estamos propondo soluções que vão além do paliativo. O Recomeçar, assim como o Pena Justa, são exemplos de propostas estruturantes e holísticas que buscam enfrentar a criminalidade e suas consequências de forma sistêmica”, disse. Ele explicou que, enquanto “um olha para a ressocialização, o outro se volta para o amparo e a reconstrução da vida das vítimas, mostrando que um país mais justo é construído em todas as frentes”.

O secretário da Senappen, André Garcia, reiterou que o programa muda a visão histórica da vítima como um mero instrumento processual. “Estamos trabalhando para que a vítima, historicamente vista apenas como fonte de informação, seja agora reconhecida, acima de tudo, como sujeito de direitos, com direito a amparo e acolhimento nos momentos mais difíceis.”

O secretário também destacou o investimento robusto no programa, proveniente do Fundo Penitenciário Nacional. “Esse investimento maciço no programa demonstra nosso compromisso inabalável em construir uma rede sólida e duradoura para que as vítimas finalmente encontrem o apoio que lhes é devido”, concluiu.

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O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur, presente na cerimônia, pontuou que a articulação entre o MJSP e o Ministério Público fortalece o suporte à vítima. “O Recomeçar é a materialização de um esforço conjunto para que cada vítima encontre no Estado um apoio sólido, capaz de mitigar seu sofrimento, e, assim, nos aproximar de um país mais justo e solidário”, conclui George.

A promotora de Justiça Júlia Schütt representou o Conselho Nacional do Ministério Público na cerimônia de lançamento e enfatizou que o Recomeçar é uma continuidade ao trabalho que o Ministério Público desenvolve desde 2021. “Ver a expansão dos núcleos de apoio às vítimas em quase todos os estados é a prova do nosso compromisso. Como promotora que atua diretamente com vítimas, sei o quão doloroso é o medo que impede as pessoas de buscarem justiça. Nosso papel é amparar essas vítimas para que possam, de fato, recomeçar suas vidas.”

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MEC destina R$ 6,9 milhões a instituições federais do RS

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O Ministério da Educação (MEC) destina R$ 6,9 milhões, em caráter emergencial, a instituições federais de ensino do Rio Grande do Sul afetadas pelos eventos climáticos que atingem o estado. Os recursos contemplam a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e os institutos federais do Rio Grande do Sul (IFRS), Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Farroupilha (IFFar). 

A destinação reúne recursos da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO) do MEC e considera as demandas apresentadas pelas instituições diante dos impactos provocados pelas chuvas. 

Para a Furg, serão destinados R$ 2,2 milhões. Desse total, R$ 1,7 milhão será destinado pela Sesu e R$ 500 mil são alocados diretamente na Lei Orçamentária Anual (LOA) da universidade, por meio da SPO. A UFPel recebe a destinação de R$ 2,5 milhões, também por meio da Sesu. 

Institutos Federais – Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o MEC destina R$ 400 mil ao IFRS, R$ 1,3 milhão ao IF Farroupilha e R$ 500 mil ao IFSul. 

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As instituições foram afetadas por diferentes ocorrências climáticas, com danos registrados em coberturas, estruturas prediais, esquadrias, instalações elétricas, equipamentos, áreas externas, ambientes acadêmicos, passarelas e moradias estudantis, entre outros espaços necessários ao funcionamento das unidades. No IFSul, os impactos alcançaram diversos campi e afetaram estudantes em situação de vulnerabilidade social. 

No IFRS, o Campus Rio Grande foi atingido por um temporal ocorrido em 21 de setembro. Entre as necessidades identificadas, estão a recuperação das instalações atingidas pelo evento climático e a recomposição do orçamento da instituição para o funcionamento da unidade. 

No IFFar, os impactos incluíram danos provocados por temporal com granizo no Campus Alegrete. Também foram identificadas necessidades de recuperação da infraestrutura nos campi Júlio de Castilhos, Santiago e Santo Ângelo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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