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Minas Gerais domina 34º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso

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Minas Gerais reafirma sua posição de liderança na produção de cafés especiais ao conquistar os três primeiros lugares do 34º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. Os vencedores foram anunciados recentemente e representam quatro das principais regiões produtoras do estado.

Trio mineiro lidera ranking nacional

Os três produtores mineiros que se destacaram como finalistas nacionais foram:

  • Dimas Mendes Bastos – Matas de Minas, com produção na Fazenda Serra de São Bento, em Araponga. Fornecedor da illycaffè há mais de duas décadas, ele já havia figurado entre os finalistas em edições anteriores.
  • Fazenda Sequóia Minas – Chapada de Minas, que já havia conquistado o terceiro lugar nacional em 2019.
  • Leda Terezinha Castellani Pereira Lima – Sul de Minas, também com histórico de reconhecimento, tendo ficado em terceiro lugar nacional em 2015.

A ordem de classificação entre primeiro, segundo e terceiro lugares será revelada na cerimônia do 10º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que será realizada em Roma, no segundo semestre de 2025. O evento reunirá 27 produtores selecionados de 9 países fornecedores da illycaffè, destacando os melhores cafés do mundo.

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Destaques regionais de Minas Gerais

Além dos finalistas nacionais, outros cafeicultores mineiros também foram premiados em suas respectivas regiões:

  • Matas de Minas
    • 1º lugar: Dimas Mendes Bastos
    • 2º lugar: Sandra Lelis da Silva
  • Chapada de Minas
    • 1º lugar: Fazenda Sequóia Minas
    • 2º lugar: Luis Manuel R. Fachada Martins da Silva
  • Sul de Minas
    • 1º lugar: Leda Terezinha Castellani Pereira Lima
    • 2º lugar: Armando Santos Junior
  • Cerrado Mineiro
    • 1º lugar: Eduardo Pinheiro Campos
    • 2º lugar: Paulo Veloso dos Santos
Reconhecimento também para classificadores de café

Minas Gerais também se destacou na categoria Classificador do Ano, que reconhece profissionais responsáveis pela avaliação e seleção dos grãos de alta qualidade. Os vencedores foram:

  • 1º lugar: Edenilson de Oliveira Cabral (Matas Estate Coffee – Matas de Minas)
  • 2º lugar: José Vitor Oliveira (Armazéns Gerais Peneira Alta – Sul de Minas)
  • 3º lugar: Vagner Amaral Veloso (Coffee – Cerrado Mineiro)
  • Menção Honrosa: Luiz Evandro Ribeiro (Cooxupé – Sul de Minas)
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Uma trajetória de valorização da cafeicultura brasileira

Criado em dezembro de 1991, o Prêmio Ernesto Illy se tornou referência no setor cafeeiro, promovendo o desenvolvimento sustentável, a excelência na produção e o bem-estar dos produtores. Ao longo de sua história, a premiação já reconheceu mais de 1.500 cafeicultores brasileiros e distribuiu mais de R$ 8 milhões em prêmios.

Todos os participantes são avaliados por uma comissão julgadora formada por especialistas nacionais e internacionais da illycaffè. A premiação também serviu de base para a criação do Prêmio Internacional Ernesto Illy, ampliando a visibilidade do café brasileiro no mercado mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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