AGRONEGOCIOS
Jovem produtor gaúcho embarca para o Canadá com apoio da Natter para ampliar conhecimentos no agronegócio
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O agronegócio brasileiro passa por uma fase de renovação e modernização, marcada pelo incentivo a jovens produtores rurais que buscam experiências internacionais. Um exemplo dessa nova geração é Emanuel de Lucena Scheifler, agricultor e queijeiro de 26 anos, que embarcou em março para o Canadá como participante do programa Young Farmers.
A viagem faz parte de um programa voltado à formação de líderes no setor agropecuário e conta com o patrocínio da Natter, empresa que aposta na inovação e no desenvolvimento sustentável do agro nacional.
Raízes familiares e visão de futuro no campo
Natural de São Francisco de Paula (RS), Emanuel cresceu em meio à produção rural e hoje atua na Bolicho do Chapéu, agroindústria familiar especializada na produção de queijos artesanais. Com um olhar voltado para a inovação, ele busca integrar novas tecnologias aos métodos tradicionais, com foco nas áreas de processamento de alimentos, agroecologia e turismo rural.
Programa Young Farmers impulsiona capacitação internacional
A participação no Young Farmers representa uma virada na trajetória de Emanuel. Além das vivências práticas e acadêmicas no Canadá, o programa oferece preparação linguística. Emanuel destaca que o aprendizado do inglês, viabilizado por aulas online do projeto, foi fundamental para encarar os desafios internacionais com segurança.
“Hoje, consigo entender e me comunicar sem esforço, o que me dá mais confiança para o futuro”, afirma.
Objetivo: trazer inovação para a comunidade rural
Para Emanuel, a experiência no Canadá vai além de um intercâmbio: é uma chance de conhecer novas tecnologias, modelos de negócio, soluções em eficiência energética e bem-estar animal.
Seu plano é aplicar o conhecimento adquirido em sua propriedade e na região onde vive, fortalecendo o turismo rural e ampliando as possibilidades produtivas locais.
“Quero tornar a nossa propriedade um modelo de negócios, trazendo oportunidades para pesquisadores e turistas, além de incentivar novos empreendedores rurais”, diz.
Apoio da Natter na formação de jovens líderes do agro
A jornada de Emanuel é possível graças ao apoio da Natter, grupo mato-grossense com atuação em setores como agricultura, pecuária, fertilizantes orgânicos e piscicultura. Há 15 anos, a empresa investe na capacitação de jovens talentos, com o objetivo de preparar novas lideranças para os desafios do agronegócio.
Ao apoiar projetos como o Young Farmers, a Natter fortalece a conexão do Brasil com mercados agrícolas internacionais e contribui para uma agroindústria mais moderna e integrada.
Experiência no Canadá impulsiona carreira e abre portas
Além de Emanuel, outros jovens brasileiros estão participando da imersão promovida pelo programa Young Farmers no Canadá, um dos países mais inovadores do mundo na área agropecuária. A iniciativa conta com apoio de instituições como a Canadá Intercâmbio, EMATER-RS/Ascar e o Consulado Canadense.
Para Emanuel, essa etapa marca um avanço pessoal e profissional:
“Vai me possibilitar chegar a lugares que nunca imaginei e expandir minhas possibilidades no agronegócio”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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