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Produção de laranja cresce e pressiona preços do suco em NY; citricultura avança para novas regiões diante do greening

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Safra 2025/26 terá produção acima da média histórica

A primeira estimativa da safra 2025/26 divulgada pelo Fundecitrus no dia 9 de maio aponta para uma produção de 314,6 milhões de caixas (de 40,8 kg cada) de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.

Esse volume representa um crescimento de 36,2% em relação à safra anterior, que finalizou com 231 milhões de caixas, e supera em 4,8% a média dos últimos 10 anos.

Alta produtividade impulsiona o crescimento

A projeção positiva é atribuída, principalmente, ao aumento da produtividade, que teve um salto de 26% em comparação à última safra, chegando a 869 caixas por hectare.

Esse avanço se deve ao maior número de frutos por árvore — resultado das boas condições climáticas durante a segunda florada — e ao melhor manejo dos pomares, além do aumento no número de árvores produtivas, consequência de menor erradicação de árvores adultas afetadas pelo greening e de investimentos no plantio.

Preços do suco de laranja caem em Nova York

Com a expectativa de maior oferta, os preços do suco concentrado de laranja congelado (FCOJ) têm sofrido pressão no mercado internacional.

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Em abril, os contratos futuros na bolsa de Nova York registraram queda de 18% em relação a março.

Em maio, após o impacto inicial da divulgação da estimativa do Fundecitrus, os preços se estabilizaram, fechando a média parcial do mês em US$ 2,66 por libra-peso, patamar semelhante ao observado em 2023.

Estoques devem se recuperar, e preços podem seguir moderados

A nova safra deve contribuir para a recuperação dos estoques industriais, atualmente em níveis historicamente baixos.

Com maior volume colhido, os estoques da safra 2025/26 tendem a crescer, o que pode manter os preços em níveis mais baixos que os registrados em 2024.

Apesar disso, a melhora na qualidade do suco e os preços mais acessíveis podem estimular a demanda global.

Greening acelera migração da citricultura para novas áreas

A disseminação do greening tem provocado mudanças no perfil geográfico da citricultura brasileira.

Segundo o Fundecitrus, a área de pomares em formação caiu 23% desde o último levantamento, com redução de cerca de 10 mil hectares.

Apesar disso, houve um aumento de quase 6 mil hectares de plantas jovens no Triângulo Mineiro e Noroeste de São Paulo, especialmente em cidades como Votuporanga e São José do Rio Preto.

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Em contrapartida, regiões como Limeira, Duartina e Avaré tiveram uma redução conjunta de 15.490 hectares.

Produção migra para regiões com menor pressão da doença

A estimativa do Fundecitrus é de que cerca de 35 milhões de caixas deixarão de ser colhidas devido ao greening.

Com isso, além de alterações dentro do próprio cinturão citrícola, produtores vêm expandindo para regiões não tradicionais da citricultura.

Em 2023, 91% das mudas de SP foram plantadas no cinturão citrícola. Em 2024, esse percentual caiu para 66%, com mudas sendo distribuídas principalmente para MG (41%), MS (29%), PR (15%), GO (9%) e outros estados (3%).

Área irrigada aumenta como estratégia contra o clima

Outro destaque foi o avanço da irrigação como forma de mitigar riscos climáticos. Em comparação com 2022, a área irrigada aumentou 32%.

Com isso, a estimativa é que, em 2025, cerca de 45% de todo o cinturão citrícola esteja irrigado, elevando a resiliência da produção frente às adversidades climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa lança campanha de orgânicos com foco na saúde no campo e na mesa

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. O lançamento ocorreu na sede do Ministério e reuniu autoridades, representantes da sociedade civil e produtores rurais.

Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a edição de 2026 busca evidenciar que a saúde promovida pelos sistemas orgânicos de produção começa no campo, por meio de práticas agrícolas sustentáveis que respeitam o meio ambiente e preservam a saúde e a qualidade de vida de agricultores, agricultoras e trabalhadores rurais. A iniciativa também destaca os benefícios da oferta de alimentos saudáveis e sustentáveis à população brasileira.

“Esta campanha reforça, de forma cada vez mais necessária para o Brasil e para o mundo, que a saúde da população começa na maneira como produzimos os alimentos, cuidamos do solo, protegemos a água, preservamos a biodiversidade e valorizamos as pessoas que vivem e trabalham no campo”, afirmou o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio.

Durante o evento, Crescêncio destacou que a promoção da produção orgânica e agroecológica está diretamente relacionada a sistemas produtivos que respeitam a vida em suas dimensões ambiental, social, econômica e humana. Segundo ele, trata-se de um modelo de agricultura que reduz a exposição a insumos químicos sintéticos, protege produtores e consumidores, fortalece a segurança alimentar e contribui para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.

Entre os objetivos da campanha estão a conscientização da sociedade sobre os benefícios da produção orgânica e agroecológica, o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor, a valorização de agricultores e agricultoras envolvidos na produção orgânica nacional, o incentivo ao consumo consciente e sustentável e a ampliação da integração entre governo federal, sociedade civil e redes de produção orgânica em todo o país.

A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), Judi Nóbrega, ressaltou que a campanha fortalece um ambiente permanente de cooperação e construção coletiva, essencial para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.

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“É justamente nesse ambiente de diálogo, fortalecimento institucional e participação social que avançamos nas ações de fiscalização e nos mecanismos de controle, garantindo a integridade da produção orgânica brasileira”, disse.

Atualmente, a pauta de produção orgânica envolve duas frentes de atuação no Mapa: a SDA, responsável pelas ações de fiscalização, e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), responsável pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.

PARCEIROS INSTITUCIONAIS

Realizada de forma articulada entre órgãos do Governo Federal, sociedade civil e redes de produção orgânica, a Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico constitui espaço de mobilização, diálogo e fortalecimento institucional em torno da agroecologia e da produção orgânica no Brasil.

Para a secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Patrícia Tavares, discutir agricultura orgânica, agroecologia e políticas agrícolas é colocar o alimento no centro do debate sobre o desenvolvimento do país.

“Como o presidente Lula sempre reforça, combater a fome é uma prioridade. E combater a fome não significa apenas produzir alimentos, mas garantir que eles cheguem com qualidade à mesa da população. Isso exige políticas públicas que assegurem produção, comercialização e acesso à alimentação saudável”, declarou.

Durante o lançamento, o representante da Comissão Nacional da Produção Orgânica, Fabiano Gomes, realizou a leitura da Carta Anual da CPOrg e das Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação (CPOrg-UF). Segundo ele, o objetivo é garantir que o setor orgânico continue avançando e que os instrumentos normativos sejam atualizados de acordo com as demandas do segmento.

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A edição de 2026 também destaca a importância da integração entre órgãos governamentais e instâncias participativas na implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), reconhecendo que a promoção da saúde no campo e na mesa depende de estratégias intersetoriais construídas de forma coletiva, democrática e participativa.

Participaram da cerimônia o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; o diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Daniel Peter Beniamino; e a coordenadora de Transição Agroecológica do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ynaiá Bueno.

QUEM ESTÁ NA PONTA

O evento contou ainda com a participação de produtores rurais que atuam na produção orgânica. A produtora Bernadeth Oliveira destacou a importância do compromisso com a produção de alimentos saudáveis para as famílias brasileiras.

“Assim como a minha mãe, acredito que cada mulher que produz no campo trabalha com muito amor, carinho e esforço, levando saúde, cuidado e dignidade para a mesa das pessoas”, afirmou.

O produtor Isaú Nascimento, do Amapá, relatou que, em 2023, obteve oficialmente a certificação e a declaração de produção orgânica, tornando sua organização a primeira Organização de Controle Social (OCS) declarada no estado.

“Ainda somos pioneiros nesse processo no nosso estado, mas acreditamos que vamos crescer junto com os demais estados que já possuem uma trajetória mais avançada na produção orgânica”, comemorou.

Ao final do evento, foram entregues declarações de cadastro aos produtores da OCS “Pitaia Luz”, do Distrito Federal, em reconhecimento a iniciativas que fortalecem os circuitos locais de produção e consumo e ampliam o acesso da população a alimentos orgânicos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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