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Raça Quarto de Milha: potência e versatilidade exigem cuidados nutricionais específicos para alto desempenho
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Conhecida por sua explosão e potência, a raça Quarto de Milha se destaca em diversas modalidades equestres, sendo hoje a mais numerosa no Brasil, com cerca de 700 mil registros, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). De origem norte-americana, a raça recebeu esse nome por sua habilidade em percorrer 400 metros (¼ de milha) em tempo recorde, o que a tornou referência em esportes de curta duração e alta intensidade.
Cavalos atletas demandam cuidados específicos, incluindo suplementação nutricional
De acordo com Kauê Ribeiro, Coordenador de Comunicação Técnica da Vetnil®, empresa referência em saúde equina no Brasil, o desempenho de cavalos atletas exige atenção em diferentes frentes, como manejo, treinamento e nutrição. “A suplementação estratégica é uma parte essencial desse processo, pois garante o fornecimento adequado de nutrientes, promovendo não apenas o desempenho, mas também o bem-estar e a longevidade dos animais”, afirma o especialista.
Suplementação varia conforme a modalidade esportiva
Cada modalidade esportiva impõe exigências fisiológicas diferentes, e a suplementação deve ser adaptada a essas demandas. Em atividades de explosão, como corrida, três tambores e vaquejada, o esforço físico é intenso e de curta duração, o que acelera o uso de energia pela via anaeróbica — gerando, consequentemente, acúmulo de ácido lático e fadiga muscular.
Para esses casos, são indicados suplementos com BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada) e creatina, que ajudam a evitar o catabolismo muscular, aceleram a recuperação e oferecem energia imediata. Também entram em destaque os compostos ergogênicos, como a betaína, que contribuem para retardar a fadiga e manter a performance durante esforços intensos.
Provas de conformação exigem atenção à estética e ao volume muscular
Nas competições de conformação, em que a estética e a estrutura física são fundamentais, o foco da suplementação muda. A creatina, por exemplo, tem efeito osmótico e promove aumento visível do volume muscular. Os BCAAs e outros aminoácidos contribuem para o desenvolvimento da massa magra, enquanto a biotina favorece o brilho da pelagem e a saúde dos cascos.
Além disso, os eletrólitos desempenham um papel importante em manter o equilíbrio hidroeletrolítico, algo essencial durante eventos longos e sob altas temperaturas, favorecendo inclusive a ingestão de água pelos animais.
Linha Super Premium JCR oferece suporte completo para cavalos de alta performance
Com foco no bem-estar e na excelência em performance, a Vetnil® desenvolveu a linha Super Premium JCR, voltada especificamente para atender às necessidades nutricionais dos cavalos atletas em todas as fases. A linha oferece soluções completas para promover saúde, energia e recuperação adequada aos esforços exigidos no esporte.
Avaliação veterinária é essencial antes de iniciar suplementação
Kauê Ribeiro destaca ainda a importância da orientação profissional. “Antes de iniciar qualquer protocolo nutricional, é essencial fazer uma avaliação completa com o médico-veterinário. Ele será responsável por identificar as necessidades específicas de cada animal e indicar o tratamento mais adequado, garantindo que o cavalo atinja seu máximo desempenho com saúde e bem-estar”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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