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Girão cita viagem em jato, suposta extorsão e quer lobista na CPI das Bets

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apontou nesta segunda-feira (26), em pronunciamento no Plenário, um possível esquema de extorsão envolvendo a estrutura da CPI das Bets. Segundo o parlamentar, um lobista estaria exigindo dinheiro de empresários do setor para evitar a convocação deles para depoimentos na comissão. Girão citou reportagem da revista Veja que denunciou o caso e defendeu a convocação do lobista Silvio de Assis para prestar esclarecimentos.

— [O empresário] denunciou que recebeu de Silvio de Assis a exigência do pagamento do valor acima dos R$ 40 milhões. A sua recusa em ceder à extorsão teria resultado na imediata convocação para depor. É muito importante que esse lobista, que inclusive teria pessoas da família empregadas em gabinete de senador dessa comissão, venha ao Senado. Se essa CPI acabar sem ouvir esse senhor, o Silvio de Assis, que quer vir aqui, é uma desmoralização completa do Senado Federal do Brasil.

Girão afirmou que o caso é “muito semelhante” ocorrido na Câmara dos Deputados, quando o deputado Felipe Carreras, então relator da CPI sobre manipulação dos resultados de futebol, teria pedido propina de R$ 35 milhões a Wesley Cardia, que exercia a presidência da Associação Nacional de Jogos e Loterias. A acusação também foi feita pela revista Veja em 2023.

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Viagem em jato privado

O parlamentar também criticou a conduta de membros da CPI. Sem citar nomes, ele mencionou a viagem de um senador suplente da comissão à cidade de Mônaco, na Riviera Francesa, a bordo de um jato particular pertencente a um empresário investigado por envolvimento com o Jogo do Tigrinho. A informação foi publicada pela revista Piauí e, segundo Girão, levanta dúvidas sobre conflitos de interesse na condução da CPI.

O senador ainda lamentou que a comissão tenha sido prorrogada por apenas 45 dias, tempo que, segundo ele, é insuficiente para aprofundar as investigações. Ele afirmou que a CPI está travada, com sessões sucessivas sem quórum para votar requerimentos.

— O fato é que a CPI está deixando a desejar, está feio. De um total de mais de 400 requerimentos apresentados, apenas pouco mais da metade foi apreciada. Isso é uma vergonha. O brasileiro precisa ter conhecimento disso para, de forma ordeira, pacífica, respeitosa, cobrar os seus representantes — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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