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CAE promove em julho seminário sobre exploração de minerais estratégicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai promover um seminário sobre subsídios e políticas públicas para a exploração de minerais considerados críticos e estratégicos. O debate sugerido pelo presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcado para o dia 1º de julho. O requerimento (REQ 46/2025 – CAE) foi aprovado nesta terça-feira (27).

— Minerais como lítio, nióbio e urânio são objeto de cobiça e disputas geopolíticas no mundo, em razão da sua utilização estratégica em setores de ponta, como baterias, instrumentos de precisão, tecnologias militares e transição energética. As reservas desses minerais são outra camada de pré-sal — disse Renan.

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) elogiou a iniciativa.

— Analisando as riquezas minerais do país, enxergamos que tem muita coisa boa para acontecer. Infelizmente, não encontramos os mecanismos corretos para buscar esses recursos e transformá-los em riqueza para todas as regiões do país — disse.

O seminário “Políticas de Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil” será composto de duas partes. Na primeira, os senadores vão debater o tema “Desenvolvimento Econômico e Transição energética”. Devem ser convidados o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a ex-senadora Kátia Abreu (TO), além de representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e das empresas Sigma Lithium e Vale.

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Na segunda parte, a CAE vai analisar o tema “Desafios Legislativos e Regulatórios”. Devem ser convidados o advogado Walfrido Warde, especialista em litígios empresariais, e representantes do Ibram e da Agência Nacional de Mineração (ANM).

IOF

Na reunião, a CAE aprovou um requerimento de convocação para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (REQ 47/2025 – CAE). O senador Izalci Lucas (PL-DF) quer explicações sobre o “significativo aumento” do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), feito na semana passada através de um decreto do Poder Executivo. Na convocação a presença do ministro é obrigatória, mas Izalci adiantou que aceita alterar a forma para um convite.

A comissão também aprovou outro requerimento direcionado a Haddad (REQ 45/2025 – CAE), solicitando informações sobre o projeto de lei complementar que limita em 30% o comprometimento antual da receita dos municípios com o pagamaento de dívidas com a União (PLP 224/2019). O senador Rogério Carvalho (PT-SE) pede uma avaliação sobre o impacto financeiro da proposta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.

Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.

Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.

O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.

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A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.

A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.

O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.

Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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