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Senacon monitora o repasse da redução de preços de combustíveis ao consumidor final
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Brasília, 28/05/2025 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), expediu, nessa terça-feira (27), ofício à Petrobras, à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e à Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) para acompanhar os movimentos do setor e entender os motivos que fazem com que a redução de preços nas refinarias não chegue de forma efetiva ao cidadão.
A secretaria solicita aos órgãos oficiados que apresentem, em até 10 dias, uma análise detalhada e esclarecimentos sobre os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis nas bombas, apesar das reduções promovidas pela Petrobras.
No documento, a secretaria ressalta que, desde janeiro de 2023, a Petrobras reduziu 9% o preço da gasolina vendida às distribuidoras, além de sucessivas quedas no do diesel, mas o impacto não chega de forma proporcional à população.
O órgão lembra que a defesa do consumidor é um direito fundamental, previsto no Artigo nº 5º da Constituição Federal, e princípio da ordem econômica, Artigo nº 170. Além disso, o Artigo nº 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) caracteriza como prática abusiva a elevação de preços sem justa causa.
Na prática, quando os fornecedores deixam de repassar os benefícios obtidos nas negociações com as distribuidoras, acabam por ampliar suas margens de lucro de forma desleal, o que fere os princípios da livre concorrência e causa prejuízos aos consumidores. Essa prática distorce o equilíbrio do mercado, compromete a competitividade e impede que os consumidores se beneficiem de condições mais vantajosas, como preços reduzidos e melhores ofertas.
O ofício cita, inclusive, decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que reconhece como prática abusiva o aumento de preços sem justificativa, especialmente quando interfere no mercado local e leva outros fornecedores a seguirem o mesmo movimento de alta.
A Senacon reitera que, embora os preços sejam livres e determinados pela dinâmica de oferta e demanda, aumentos desproporcionais são ilegais, especialmente em momentos de queda no custo das refinarias. Configuram práticas vedadas tanto pelo CDC quanto pela Lei de Defesa da Concorrência (Lei nº 12.529/2011) e pela Lei nº 8.176/1991, que trata de crimes contra a ordem econômica.
“Nosso compromisso é garantir que o consumidor brasileiro não seja penalizado. O preço do diesel precisa refletir a realidade do mercado e as quedas nas refinarias têm que se traduzir em benefício direto para quem abastece, trabalha e depende do transporte diariamente”, conclui Damous.
A secretaria segue monitorando o comportamento dos preços dos combustíveis no País. “Mesmo com a redução anunciada pela Petrobras, não vemos esse movimento se refletir no preço pago pelos consumidores. Isso não é razoável nem aceitável”, destacou.
A Senacon lembra que, embora fatores como logística, impostos, margem de distribuição e dinâmica local possam impactar a formação dos preços, essas variáveis não podem justificar aumentos desproporcionais ou a ausência de repasse das reduções.
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MEC destina R$ 6,9 milhões a instituições federais do RS
O Ministério da Educação (MEC) destina R$ 6,9 milhões, em caráter emergencial, a instituições federais de ensino do Rio Grande do Sul afetadas pelos eventos climáticos que atingem o estado. Os recursos contemplam a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e os institutos federais do Rio Grande do Sul (IFRS), Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Farroupilha (IFFar).
A destinação reúne recursos da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO) do MEC e considera as demandas apresentadas pelas instituições diante dos impactos provocados pelas chuvas.
Para a Furg, serão destinados R$ 2,2 milhões. Desse total, R$ 1,7 milhão será destinado pela Sesu e R$ 500 mil são alocados diretamente na Lei Orçamentária Anual (LOA) da universidade, por meio da SPO. A UFPel recebe a destinação de R$ 2,5 milhões, também por meio da Sesu.
Institutos Federais – Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o MEC destina R$ 400 mil ao IFRS, R$ 1,3 milhão ao IF Farroupilha e R$ 500 mil ao IFSul.
As instituições foram afetadas por diferentes ocorrências climáticas, com danos registrados em coberturas, estruturas prediais, esquadrias, instalações elétricas, equipamentos, áreas externas, ambientes acadêmicos, passarelas e moradias estudantis, entre outros espaços necessários ao funcionamento das unidades. No IFSul, os impactos alcançaram diversos campi e afetaram estudantes em situação de vulnerabilidade social.
No IFRS, o Campus Rio Grande foi atingido por um temporal ocorrido em 21 de setembro. Entre as necessidades identificadas, estão a recuperação das instalações atingidas pelo evento climático e a recomposição do orçamento da instituição para o funcionamento da unidade.
No IFFar, os impactos incluíram danos provocados por temporal com granizo no Campus Alegrete. Também foram identificadas necessidades de recuperação da infraestrutura nos campi Júlio de Castilhos, Santiago e Santo Ângelo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação



