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Capal promove “Mês do Leitão” com ciclo de eventos para fortalecer a suinocultura
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A Capal Cooperativa Agroindustrial realizou a primeira edição do “Mês do Leitão”, um ciclo de eventos dedicado à suinocultura. A iniciativa reuniu suinocultores associados e especialistas do setor para ampliar o conhecimento sobre a cadeia produtiva, manejo e cuidados sanitários nas granjas.
Palestras técnicas destacam cuidados essenciais na produção de leitões
A programação contou com palestras técnicas e cafés de negócios, promovendo atualização profissional, troca de experiências e debates sobre os principais desafios da atividade. Os temas abordados foram: “5 momentos onde não podemos falhar, com impacto na vida pré e pós-desmame” e “Desafios sanitários e principais fatores de risco para leitões na maternidade e creche”.
Os conteúdos destacaram aspectos fundamentais para a qualidade da produção, como a higienização dos ambientes, o manejo da matriz e a importância da colostragem para a saúde e o desenvolvimento dos leitões.
Especialistas convidados trazem conhecimento técnico e prático
O consultor Anderson Queirós, da Atualtech, e João Xavier, coordenador técnico de Suinocultura da Auster Nutrição Animal, foram os palestrantes do evento. As reuniões aconteceram na Associação de Funcionários da Capal (Asfuca), proporcionando um ambiente propício para o debate e o aprendizado.
Produtores destacam importância da atualização constante
Anselmo Westphal, produtor de Piraí do Sul com quase 20 anos de experiência, participou das palestras para se manter atualizado sobre as novas práticas da suinocultura. Para ele, o evento é fundamental não só pelos conhecimentos técnicos, mas também pela oportunidade de interação com outros suinocultores, que enfrentam desafios semelhantes, mas adotam soluções diferentes.
“Equipamentos, tipos de ração e manejos mudaram muito com o tempo, então a mão de obra precisa evoluir junto com a genética, a nutrição e a sanidade. Só buscando conhecimento conseguimos acompanhar essas novidades e melhorar a produção”, afirma.
Próximo encontro será durante a Expoleite 2025
O “Mês do Leitão” integra o calendário de atividades da Capal, que promove anualmente a Expoleite, feira agropecuária de destaque no setor. Uma das atrações fixas do evento é o Encontro dos Suinocultores, que em 2025 realizará sua oitava edição, entre os dias 3 e 5 de julho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Investimentos em pesquisa elevam produtividade e competitividade do agro de Mato Grosso do Sul
Os investimentos em pesquisa agropecuária seguem como um dos principais pilares para o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Com atuação consolidada no nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas às principais culturas agrícolas.
Às vésperas de completar 29 anos de atuação, a instituição atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, com expansão gradual de projetos para outras regiões do norte sul-mato-grossense.
Soja e milho seguem como foco central das pesquisas regionais
O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, destaca que as condições climáticas da região norte de Mato Grosso do Sul favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, que permanecem como prioridade das pesquisas.
Segundo ele, a estabilidade climática reduz impactos de veranicos mais frequentes em outras regiões, o que contribui para maior previsibilidade produtiva.
“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.
Cana-de-açúcar e diversificação agrícola entram no radar científico
Além das grandes culturas, a expansão da cana-de-açúcar em áreas consideradas marginais e a presença de usinas na região têm ampliado a demanda por novas linhas de pesquisa.
Henrichsen ressalta que a cultura já é uma realidade em parte do território e deve ganhar mais espaço nos estudos técnicos.
“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico”, destaca.
Outras cadeias produtivas, como citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba, também aparecem como potenciais áreas de expansão da pesquisa agropecuária regional.
Fundação Chapadão nasceu para enfrentar crise de nematoides na soja
De acordo com o diretor-executivo da instituição, André Bartolomeu Piesanti, a Fundação Chapadão surgiu no fim da década de 1990 a partir de um problema crítico enfrentado por produtores rurais: a infestação de nematoides que comprometia a viabilidade da soja.
O movimento de produtores, aliado a instituições como a Embrapa e o Governo do Estado, deu origem a uma estrutura de pesquisa voltada à solução de problemas reais do campo.
Mais de 500 mil hectares são atendidos com pesquisas aplicadas
Atualmente, a Fundação desenvolve pesquisas em uma área superior a 500 mil hectares, com foco em:
- validação de cultivares
- manejo de pragas e doenças
- fertilidade do solo e nutrição vegetal
- controle de nematoides
- sementes e genética
- tecnologias para mitigação de efeitos climáticos
Segundo Piesanti, a validação regional de cultivares é essencial para orientar decisões do produtor.
“Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima”, explica.
Investimentos públicos sustentam avanço da pesquisa agropecuária
A Fundação Chapadão recebe apoio financeiro do Governo de Mato Grosso do Sul para manutenção das atividades de pesquisa. Os recursos são utilizados principalmente em insumos, materiais de campo e execução de experimentos.
Segundo a instituição, os aportes somaram cerca de R$ 2,5 milhões por safra em 2023 e 2024, subindo para R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025, com previsão de aproximadamente R$ 2,7 milhões para 2026/2027.
Sustentabilidade e rastreabilidade ganham centralidade no agro
Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental se tornou um dos eixos centrais das pesquisas. Piesanti destaca que mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas.
A evolução tecnológica, segundo ele, permite maior transparência na origem da produção, com exemplos como a rastreabilidade total do algodão.
“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto”, afirma.
Inteligência artificial acelera transformação digital no campo
A incorporação da inteligência artificial ao agronegócio é outro destaque apontado pela Fundação. A tecnologia já é aplicada no monitoramento de lavouras, mecanização e análise de dados.
A instituição ainda não possui estrutura dedicada exclusivamente à IA, mas busca parcerias para integrar ferramentas de análise preditiva, identificação de riscos e apoio à tomada de decisão.
“A IA pode prever cenários e identificar riscos antes que eles aconteçam”, observa Piesanti.
Ciência, genética e análise de dados ampliam impacto das pesquisas
Para o engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, a inteligência artificial já contribui para transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para o produtor rural.
Na área de genética, as pesquisas avaliam desde cultivares comerciais até materiais em desenvolvimento, considerando resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico e adaptação climática.
O trabalho da Fundação abrange mais de 600 mil hectares, com impacto direto em municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora.
Laboratórios garantem diagnóstico e suporte técnico ao produtor
A estrutura laboratorial da Fundação Chapadão desempenha papel fundamental no suporte às pesquisas e ao atendimento dos produtores rurais.
Segundo a engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos e testes de viabilidade de microrganismos utilizados no controle de pragas.
“Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.
A manutenção dessa estrutura exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, reforçando a importância do apoio institucional.
Pesquisa agropecuária sustenta competitividade do Mato Grosso do Sul
O conjunto de ações evidencia o papel estratégico da pesquisa científica no avanço do agronegócio sul-mato-grossense. A integração entre instituições, governo e setor produtivo tem impulsionado ganhos de produtividade, sustentabilidade e inovação no campo.
Com o avanço de tecnologias como genética aplicada, análise de dados e inteligência artificial, a tendência é de maior eficiência e competitividade na agricultura regional nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


