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Relatório Agro Mensal do Itaú BBA aponta queda nos preços do boi gordo em maio
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Preços do boi gordo recuam apesar de exportações fortes
Em maio, os preços do boi gordo caíram, movimento esperado neste período de safra. Apesar do volume expressivo de exportações, os preços das carcaças no mercado interno registraram queda, pressionando também o valor do boi. Em contrapartida, o preço do bezerro apresentou alta, dificultando a reposição para os terminadores.
Exportações em alta e recorde histórico em abril
As exportações brasileiras de carne bovina continuaram robustas em abril, alcançando um recorde para o mês com 242 mil toneladas de carne in natura, 16% acima do mesmo período do ano anterior, mesmo com cinco dias úteis a menos. No acumulado de janeiro a abril, o crescimento foi de 13%. O preço médio da carne embarcada subiu 3% em relação a março, chegando a cerca de USD 5 mil por tonelada. Esse desempenho tem sido fundamental para sustentar os preços, especialmente diante da forte oferta de gado terminado neste ano.
Dados sobre abates indicam aumento no volume, mas produção menor
Dados preliminares do IBGE mostraram que o total de abates no primeiro trimestre de 2025 cresceu 3,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a produção de carne aumentou apenas 1,6%, reflexo da maior participação de fêmeas no abate. Segundo o INDEA/IMEA, em abril, 57% dos animais abatidos no Mato Grosso foram fêmeas, percentual superior ao do ano anterior. No acumulado do quadrimestre, o abate de fêmeas cresceu 6%, enquanto o de machos caiu 9%, resultando em uma redução de 1% no total abatido no estado.
Preços do boi gordo perdem força em São Paulo
No mercado físico, os preços do boi gordo começaram a enfraquecer a partir do final de abril. Em São Paulo, o valor chegou próximo a R$ 300/@ em 21 de maio, uma queda de cerca de 5% em relação ao início do mês. A oferta maior, típica da safra, combinada com a redução nos preços das carcaças, tem restringido a recuperação do valor do boi.
Alta no preço do bezerro dificulta reposição
Enquanto o boi gordo recuou, o preço do bezerro se manteve estável, com a média parcial de maio (até dia 21) 4% superior à de abril. Esse aumento prejudica a relação de troca e encarece a reposição dos animais para engorda.
Pressão nos preços do boi no curto prazo
A queda nos preços do boi gordo também impactou as cotações futuras, especialmente para contratos de curto prazo, como o de maio, que perdeu R$ 20/@ em relação ao fechamento há 30 dias. Além da maior oferta típica do período, um fator adicional que pode pressionar o mercado é o possível aumento da oferta de carne de frango no mercado interno, devido ao fechamento temporário das exportações após o surto de gripe aviária no Rio Grande do Sul.
Expectativa para exportações e oferta de gado terminado
Apesar da pressão de curto prazo, as exportações devem continuar firmes, ajudando a absorver a oferta de gado terminado nos próximos dois meses. O fluxo de embarques para a China, principal mercado, aumentou 8% no comparativo anual, e para os Estados Unidos, a alta foi expressiva, de 130%. Esses dados indicam uma demanda sustentada, especialmente pelos altos preços da carne bovina nesses países. No entanto, o período de safra deve manter os preços do boi em níveis mais contidos.
Margens e desafios para o confinamento
As margens para confinamentos seguem favoráveis durante a entressafra, estimulando a engorda intensiva. No entanto, o primeiro levantamento do IMEA sobre intenção de confinamento para 2025 aponta uma queda esperada de 7,65% em relação a abril do ano anterior. Os principais desafios citados são o custo da reposição e da alimentação, sendo que o animal magro representa cerca de 75% do custo total do confinamento. Por outro lado, a perspectiva de preços do milho melhorou, com uma boa safra da segunda temporada, o que deve reduzir custos no segundo semestre.
Impacto do mercado de frango no curto prazo
Um ponto de atenção para o curto prazo é o mercado de frango, que pode ampliar a oferta interna do produto não exportado devido às restrições temporárias nas exportações, o que pode pressionar os preços da carne bovina justamente em um momento de pico da safra do boi gordo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

