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Dia Mundial da Energia: Brasil segue rumo à transição energética
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Já imaginou passar um dia inteiro sem acesso à energia elétrica? Ela que faz parte do dia a dia do cidadão comum, que ilumina as ruas, as escolas, os hospitais, as casas, o comércio, além de ser utilizada para diversas outras atividades. A energia desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento social e econômico.
Pensando em conscientizar a população sobre a importância da energia elétrica, nesta quarta-feira (29/05), é celebrado o Dia Mundial da Energia. A data busca, ainda, incentivar o uso de fontes renováveis, a fim de garantir um futuro mais sustentável para as gerações futuras.
Entre 2024 e 2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) liderou avanços que consolidam o Brasil como uma potência em energia renováveis, com marcos como a expansão recorde da geração solar e eólica e a consolidação de políticas para o hidrogênio de baixo carbono. A matriz elétrica brasileira atingiu a marca de 88,2% de renovabilidade, com destaque para evolução da participação da geração eólica e a solar fotovoltaica, que juntas alcançaram 24% da geração total de eletricidade.
“O Brasil está dando um salto para um futuro mais sustentável. Estamos preparando o país para liderar a nova economia verde, gerando empregos, atraindo investimentos e garantindo a segurança energética com responsabilidade ambiental”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
De acordo com o Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional 2025 (ano base 2024), a matriz energética atingiu, no ano passado, o patamar de 50% de renovabilidade, principalmente pela manutenção da oferta de energia hidráulica e biomassa da cana, além do crescimento de fontes como licor preto, biodiesel, eólica e solar fotovoltaica.
O MME também avançou na modernização do setor com programas que visam a universalização do acesso à energia elétrica em regiões remotas da Amazônia Legal, como o Luz para Todos e Energias da Amazônia, que tem aumentado a geração de energia limpa, renovável e interligações nos sistemas isolados da região. Além disso, a Pasta divulgou, em maio de 2025, a Medida Provisória da Reforma do Setor Elétrico, que cria a Nova Tarifa Social de Energia Elétrica, e deve beneficiar mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros.
No Dia Mundial da Energia, o MME reafirma seu papel de liderança global em energia limpa e renova o compromisso de avançar com responsabilidade e inovação na construção de um futuro energético sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



