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Pé-de-Meia: entenda parceria entre MEC e outras instituições

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O Pé-de-Meia, programa do Governo Federal de incentivo financeiro-educacional voltado aos estudantes matriculados no ensino médio público, é viabilizado por meio de parcerias entre o Ministério da Educação (MEC), os sistemas de ensino estaduais, distrital, municipais e federal, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Caixa Econômica Federal, a Casa Civil e o Ministério da Fazenda.  

O fluxo do Pé-de-Meia começa com a adesão das redes de ensino ao programa, disponibilizado pelo MEC por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Atualmente, todas as redes estaduais participam da iniciativa. Após essa etapa, as redes passam a ter acesso à plataforma MEC Gestão Presente, desenvolvida pelo Ministério para consolidar e monitorar os dados dos estudantes da educação básica. No sistema, as escolas que compõem a base do Censo Escolar, realizado pelo Inep, já estão habilitadas para que os entes façam o cadastro dos estudantes 

Em seguida, começa o processo de verificação da elegibilidade. Para essa conferência, o MDS envia ao MEC os dados do Cadastro Único para os Programas do Governo Federal (CadÚnico). O aluno deve cumprir os seguintes requisitos: estar matriculado no ensino médio público, ter entre 14 e 24 anos, ter CPF, manter frequência escolar mínima de 80% e pertencer à família inscrita no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa.

Diferentemente de programas de transferência de renda, o Pé-de-Meia tem caráter educacional. Por isso, a frequência escolar é uma etapa necessária para que o estudante receba o incentivo. De acordo com as regras, o beneficiário deve ter frequência mínima mensal de 80% das horas letivas ou a média de frequência de 80% no ano letivo até o momento da coleta da informação.  

A frequência é registrada pelas escolas e repassada para as secretarias às quais estão vinculadas. Então, os dados são transmitidos pelas redes ao MEC, pela plataforma MEC Gestão Presente. Ao receber as informações, a pasta processa os dados dos estudantes, cruza os critérios de elegibilidade com a base da Receita Federal (que valida a existência dos CPFs) e do CadÚnico e gera a folha de pagamento, que é enviada à Caixa Econômica. O banco público é responsável por efetuar o depósito diretamente nas contaspoupança dos estudantes habilitados. Os valores variam conforme a parcela destinada (matrícula, frequência, conclusão e Enem), e o pagamento está condicionado ao cumprimento dos critérios estabelecidos. Os estudantes podem consultar e acompanhar o recebimento por meio do aplicativo Jornada do Estudante. Após essa etapa, a Caixa informa ao MEC sobre os pagamentos realizados e sinaliza eventuais inconsistências que demandem correção ou reprocessamento.  

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A secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, ressalta que o programa trabalha de acordo com o pacto federativo, em regime de colaboração, cumprindo o estabelecido na Lei 14.818/2024. “As redes de ensino são responsáveis por fornecer os dados dos estudantes, referentes à matrícula, à frequência, à aprovação e à conclusão. A partir de um envio mensal de informações, o Ministério da Educação operacionalizou um processo que cruza os dados recebidos pelas redes de ensino, com as bases da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento Social, pelo Cadastro Único, e do Censo Escolar, garantindo que o pagamento das parcelas seja realizado por CPF. É um processo que tem demonstrado sucesso, e que, além de garantir o pagamento dos benefícios, está transformando a gestão de dados educacionais em todo o país, por representar um acompanhamento completo da trajetória escolar dos estudantes do ensino médio público, destaca. 

O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Araújo, explica que o programa e o MEC Gestão Presente estão conectados a uma infraestrutura centralizada de dados da educação, que oferta aos gestores do Ministério um ambiente de tratamento e cruzamento de dados, permitindo análises para a identificação de comportamentos e tendências. Além disso, a pasta está desenvolvendo um relatório periódico para a transparência ativa e um melhor detalhamento da implementação. “Também estão em andamento estudos que buscam avaliar a implementação do programa em seu primeiro ano, avaliando o alcance do Pé-de-Meia nas dimensões frequência, aprovação, participação no Enem e acesso ao ensino superior”, acrescenta.  

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Em outra ação, o MEC, em parceria com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), busca reforçar os mecanismos de validação dos dados produzidos no âmbito do Pé-de-Meia. O subsecretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do MEC, Marco Fragoso, detalha que, em novembro de 2024, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre o MEC e a Dataprev para avaliação complementar dos pagamentos realizados no último ano, e, em fevereiro de 2025, foi realizada a contratação da empresa pública. “A alta gestão do MEC, preocupada com o processamento do pagamento do programa, solicitou a contratação da Dataprev. Entre os objetivos estão: avaliar os pagamentos já realizados e planejar a internalização da operação do Pé-de-Meia na empresa, conferindo mais segurança e celeridade nos fluxos do programa. Em abril, temos previsto o início das tratativas para o início dos serviços pela Dataprev, esclarece Fragoso.      

Pé-de-Meia – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de promover mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social. 

O programa oferece 10 parcelas de R$ 200 por mês aos alunos que mantiveram a frequência mínima e uma parcela de R$ 1.000 após a conclusão de todos os anos de ensino médio, a qual só pode ser retirada da poupança quando os estudantes se formarem nessa etapa de ensino. Além disso, o estudante ainda pode receber R$ 200 caso participe dos dois dias do Enem. Considerando todas as parcelas, os valores chegam a R$ 9.200 por aluno. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) e Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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