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Em Bruxelas, Mapa participa de preparação para a implementação do novo regulamento da União Europeia sobre desmatamento

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Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de mais oito países participaram, de 25 a 30 de maio, em Bruxelas (Bélgica), de evento preparatório para a implementação do Regulamento da União Europeia Sobre Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro deste ano. A missão brasileira teve como objetivos promover a troca de experiências, esclarecer dúvidas e alinhar os próximos passos para a aplicação do regulamento. 

Alinhada à estratégia Global Gateway, a Iniciativa Equipe Europa (TEI) foca em apoiar países parceiros e atores dos setores público e privado na concretização dos objetivos assumidos na Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra, adotada na COP26, contribuindo para uma transição inclusiva rumo a cadeias produtivas mais sustentáveis, legais e livres de desmatamento. 

Com o lançamento da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, o Brasil é um dos únicos países exportadores que já se antecipou às exigências desse novo cenário. De forma voluntária e gratuita, a Plataforma permite aos produtores rurais comprovarem suas informações conforme os critérios de mercados exigentes. 

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De acordo com o diretor de Apoio à Inovação para Agropecuária do Mapa, Alessandro Cruvinel, a Plataforma AB+S é a ferramenta certa para apoiar o produtor brasileiro no cumprimento das exigências internacionais, reforçando a qualidade, a rastreabilidade e a sustentabilidade do agro brasileiro. 

Apesar de ser um desafio, o Regulamento antidesmatamento da União Europeia é também uma oportunidade para o Brasil se posicionar como provedor de alimentos de forma sustentável e competitiva, especialmente com a organização e articulação entre os setores público e privado”, complementou Cruvinel.  

Como parte da programação, os participantes tiveram a oportunidade de dialogar com as Diretorias da Comissão Europeia responsáveis pela implementação do regulamento, com as autoridades aduaneiras de Antuérpia, bem como participação em intercâmbios multissetoriais com o setor privado e a sociedade civil. 

Como parte da programação, os participantes tiveram a oportunidade de dialogar com as Diretorias da Comissão Europeia responsáveis pela implementação do regulamento, com as autoridades aduaneiras de Antuérpia, com as autoridades competentes da Belgica e da Alemanha, e participar de intercâmbios multissetoriais com o setor privado e a sociedade civil. 

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Plano Safra 2026/2027: crédito rural enfrenta barreiras e exclui até 40% da agricultura familiar

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O acesso ao crédito rural no Brasil segue marcado por desigualdades estruturais que devem ganhar protagonismo nas discussões do Plano Safra 2026/2027. Levantamentos recentes indicam que até 40% dos agricultores familiares, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, enfrentam dificuldades para acessar financiamento por falta de documentação e entraves burocráticos.

Crédito rural não alcança todos os produtores

Embora seja a principal política pública de financiamento do setor, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ainda apresenta forte concentração regional e produtiva.

Na prática, produtores ligados à sociobioeconomia — como extrativistas, pescadores artesanais e sistemas agroflorestais — encontram mais obstáculos para acessar crédito, sobretudo em regiões remotas do Norte e Nordeste.

Entre os principais entraves estão:

  • Exigência de documentação, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)
  • Dificuldade de atualização cadastral
  • Baixa oferta de assistência técnica qualificada
  • Limitações logísticas e acesso restrito a serviços financeiros

Esse cenário acaba excluindo uma parcela significativa de produtores que atuam em sistemas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

Falta de documentação é um dos principais gargalos

O Cadastro da Agricultura Familiar é requisito essencial para acessar linhas como o Pronaf e programas públicos de comercialização.

No entanto, estimativas apontam que cerca de 40% das famílias da sociobioeconomia não possuem o cadastro ativo, o que limita o acesso não apenas ao crédito, mas também a políticas como:

  • Programa Nacional de Alimentação Escolar
  • Programa de Aquisição de Alimentos
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Em regiões mais isoladas, o problema se agrava com a dificuldade de emissão de documentos, falta de internet e distância de agências bancárias.

Recursos seguem concentrados na pecuária

Outro ponto crítico é a concentração dos recursos do crédito rural. Atualmente:

  • Cerca de 70% do crédito do Pronaf está nas regiões Sul e Sudeste
  • Mais de 85% das operações estão ligadas à pecuária

Na região Norte, por exemplo, 85,4% dos recursos foram destinados à atividade pecuária em 2025, enquanto menos de 8% chegaram às cadeias da sociobioeconomia.

Entre as atividades menos financiadas estão:

  • Produção de açaí, cacau e castanha-do-Brasil
  • Óleos vegetais
  • Pesca artesanal
  • Sistemas agroflorestais

Apesar de algum avanço recente, as operações ainda se concentram fortemente em poucas cadeias — como o cacau — impulsionadas por fatores de mercado, como valorização de preços.

Plano Safra será decisivo para reequilibrar o crédito

Especialistas apontam que o Plano Safra 2026/2027 será estratégico para corrigir distorções e ampliar o acesso ao financiamento rural.

Entre as principais medidas esperadas estão:

  • Ampliação do crédito para cadeias da sociobioeconomia
  • Descentralização da emissão do CAF
  • Fortalecimento da assistência técnica no campo
  • Criação de mecanismos de garantia para cooperativas
  • Incentivos para instituições financeiras ampliarem a oferta de crédito

O objetivo é tornar o crédito mais alinhado à diversidade produtiva do país, promovendo inclusão e desenvolvimento sustentável.

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Sociobioeconomia ganha espaço como estratégia de desenvolvimento

A sociobioeconomia tem ganhado destaque como alternativa estratégica para o agronegócio brasileiro, ao combinar geração de renda com conservação ambiental.

Essas cadeias produtivas apresentam alto valor agregado e potencial de expansão, especialmente em regiões com forte presença de biodiversidade.

No entanto, a falta de acesso ao crédito ainda limita o crescimento dessas atividades, reduzindo oportunidades de desenvolvimento local e manutenção dos ecossistemas.

Tecnologia surge como aliada no acesso ao crédito

Iniciativas digitais começam a surgir como solução para reduzir barreiras. Um exemplo é o desenvolvimento de plataformas que auxiliam cooperativas e produtores na organização documental e na elaboração de projetos de financiamento.

Essas ferramentas permitem:

  • Facilitar o cadastro para acesso ao crédito
  • Organizar documentação exigida
  • Conectar produtores a instituições financeiras

A digitalização pode acelerar a inclusão financeira no campo, especialmente em regiões mais isoladas.

Desafio vai além do volume de recursos

Mais do que ampliar o volume de crédito, o principal desafio do Plano Safra está em reestruturar o modelo atual, tornando-o mais acessível, inclusivo e eficiente.

A reorientação do crédito rural é vista como essencial para:

  • Fortalecer a agricultura familiar
  • Valorizar comunidades tradicionais
  • Impulsionar cadeias sustentáveis
  • Promover desenvolvimento regional equilibrado

O sucesso dessa agenda pode redefinir o papel do crédito rural como instrumento de transformação econômica e ambiental no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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