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Com ampla oferta, preço do milho recua e beneficia pequenos criadores; Conab envia 65 mil toneladas para reforçar abastecimento
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O preço do milho tem apresentado queda em diversas regiões do país, impulsionado pela previsão de ampla oferta nacional e pelas ações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o 8º Anúncio de Safra de Grãos, divulgado em 15 de maio de 2025, a atual colheita da segunda safra vem contribuindo para esse cenário de recuo nos valores.
Redução nos preços chega a 15% em algumas regiões
A tendência de baixa já é percebida nos valores do milho comercializado por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), em estados como Bahia, Maranhão, Distrito Federal e Piauí. Na unidade armazenadora de Irecê (BA), por exemplo, o preço do produto caiu cerca de 15% em comparação com a quinzena anterior.
Essa queda reforça o papel do ProVB como ferramenta de apoio aos pequenos produtores, ao garantir acesso ao milho — insumo essencial na alimentação animal — a preços mais acessíveis.
Conab distribui 65 mil toneladas para reforçar o abastecimento
Para garantir o abastecimento e atender à demanda em regiões do Nordeste, Norte e do estado de São Paulo, a Conab destinou aproximadamente 65 mil toneladas de milho por meio do ProVB.
O grão está sendo transportado principalmente a partir do estado de Mato Grosso, maior produtor nacional, com destino a diversos pontos de distribuição nas regiões atendidas.
Programa de Venda em Balcão facilita acesso de pequenos produtores ao milho
O ProVB tem como principal objetivo permitir que criadores rurais de pequeno porte tenham acesso direto aos estoques públicos de milho, com preços compatíveis aos do mercado atacadista local. Com isso, o programa assegura o abastecimento e ajuda a equilibrar o setor agropecuário.
Volume de vendas do ProVB cresce 45% em 2025
As iniciativas da Conab já se refletem em números positivos. Entre janeiro e abril de 2025, o volume de vendas do ProVB aumentou 45% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, o número de criadores atendidos cresceu 33% na comparação com 2024, evidenciando os esforços da estatal para fortalecer e expandir o programa em todo o país.
Programa também cumpre papel social e fortalece o campo
Mais do que garantir o abastecimento, o ProVB desempenha uma função social importante. Ao oferecer condições acessíveis para pequenos produtores, o programa ajuda a fortalecer a atividade agropecuária, gera renda, impulsiona o emprego no campo e contribui para conter o êxodo rural.
Com essas ações, a Conab reafirma seu compromisso com a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e o apoio às comunidades rurais brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de trigo mantém preços firmes no Brasil em maio apesar da baixa liquidez nas negociações
O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de maio com ritmo lento de negociações, mas com preços sustentados pela escassez de produto disponível nas principais regiões produtoras do país. A restrição de oferta, especialmente de trigo com padrão de qualidade adequado para moagem, limitou movimentos de baixa e manteve vendedores firmes ao longo do período.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, mesmo diante de compradores mais cautelosos e com dificuldades para repassar custos ao mercado de farinha e farelo, a oferta reduzida continuou sendo o principal fator de sustentação das cotações.
Segundo ele, o mercado permaneceu seletivo, mas sem pressão consistente para recuos nos preços. A disponibilidade limitada de trigo panificável foi determinante para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.
Paraná registra valorização de 2% em maio
No Paraná, principal referência da formação de preços do trigo no mercado interno, a média FOB interior fechou maio em R$ 1.430 por tonelada, acumulando valorização de 2% no mês.
Nos últimos dias de maio, as cotações apresentaram estabilidade, refletindo um ambiente mais acomodado, embora ainda sustentado pela baixa disponibilidade de cereal no mercado físico.
No acumulado de 2026, os preços do trigo no estado avançam 22%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a valorização chega a 2%.
Apesar da baixa fluidez nos negócios, o mercado paranaense consolidou uma recuperação importante ao longo do ano, apoiado principalmente pela restrição de oferta e pela busca dos moinhos por matéria-prima de melhor qualidade.
Rio Grande do Sul tem alta mais intensa e mercado segue pouco líquido
No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais expressivo durante maio. A média FOB interior subiu 5% no mês, encerrando o período em R$ 1.360 por tonelada.
A firmeza das cotações também foi observada na reta final do mês, com negócios pontuais realizados em patamares mais elevados e maior resistência por parte dos vendedores.
Segundo Bento, o mercado gaúcho continua operando com baixa liquidez, mas o encurtamento da oferta disponível e o escalonamento dos preços conforme os prazos de pagamento reforçaram a sustentação das referências internas.
Em 2026, o trigo gaúcho já acumula valorização de 32%, enquanto o avanço frente ao mesmo período de 2025 é de 5%.
Trigo argentino segue sustentando mercado brasileiro
No cenário internacional, a Argentina — principal fornecedora de trigo ao Brasil e referência importante para a formação da paridade de importação — encerrou maio com preços estáveis em US$ 250 por tonelada.
Mesmo sem variações no mês, o cereal argentino acumula alta de 11% em 2026 e avanço de 4% na comparação anual.
Para o analista, o comportamento do mercado externo mostra que o custo de reposição via Mercosul continua acima dos níveis observados no início do ano, fator que segue oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.
Além disso, a qualidade do trigo argentino permanece como variável estratégica para os moinhos nacionais, especialmente diante da necessidade de abastecimento com cereal panificável de melhor padrão.
Mercado de trigo segue atento à oferta e à qualidade do cereal
Com estoques internos mais ajustados e compradores priorizando lotes de melhor qualidade, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés firme no curto prazo.
A combinação entre oferta restrita, custos elevados de importação e necessidade de trigo de padrão superior para moagem segue limitando pressões baixistas, mesmo em um ambiente de comercialização ainda lenta no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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