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Vendas de café desaceleram no Vietnã enquanto estoques aumentam na Indonésia

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Mercado de café no Vietnã

O comércio de café no Vietnã apresentou lentidão nesta semana, com os preços caindo ainda mais. Os valores refletem as tendências globais e o aumento dos suprimentos de outros países produtores de café robusta. Na maior região cafeeira do país, as Terras Altas Centrais, os agricultores venderam os grãos a preços entre 113.500 e 114.000 dongs por quilograma (equivalente a US$4,35-US$4,37), abaixo da faixa de 121.700 a 122.300 dongs registrada uma semana antes.

Um trader local comentou que as operações estão pouco movimentadas e destacou a chegada crescente de novos suprimentos da Indonésia, Brasil e Uganda, indicando que a escassez de grãos não é um problema no momento. As expectativas do mercado são de que os preços continuem a recuar nas próximas semanas.

Cenário internacional e colheita no Brasil

No Brasil, a colheita do café conilon avança bem, impulsionada pelo clima favorável e a expectativa de uma safra robusta, o que também impacta o cenário global do mercado.

Na bolsa de Londres, o café robusta registrou alta de US$ 8, ou 0,2%, atingindo US$ 4.345 por tonelada na última quarta-feira, após ter chegado ao nível mais baixo em nove meses e meio no dia anterior, segundo dados da LSEG.

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Prêmios e estoques na Indonésia

Na Indonésia, os preços do café passaram a apresentar um prêmio em meio à colheita em andamento. Os grãos robusta de Sumatra foram negociados com um prêmio de US$ 80 por tonelada em relação ao contrato futuro para os meses de julho e agosto, conforme relato de um trader. Outro participante do mercado informou que o prêmio para o contrato de setembro também está em US$ 80, contrastando com o desconto de US$ 30 registrado há duas semanas para o contrato de julho.

O aumento dos estoques locais, aliado à colheita ativa, justifica essa movimentação de preços na Indonésia, diferenciando-se do cenário de queda observado no Vietnã.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e China reforçam parceria estratégica e avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos

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Em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a delegação brasileira participaram de reunião bilateral com a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, e sua equipe. O encontro, realizado nesta terça-feira (19), deu continuidade à agenda da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento do comércio agropecuário bilateral, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio entre os dois países.

Na ocasião, o ministro André de Paula destacou a parceria entre Brasil e China, que gera benefícios para ambos os países. “O Brasil segue comprometido em atuar como fornecedor confiável de alimentos seguros, de alta qualidade e competitivos para a China, produzidos sob rigorosos padrões sanitários e ambientais. Ao mesmo tempo, reconhecemos a China como parceira estratégica fundamental para o agronegócio brasileiro, inclusive no fornecimento de insumos essenciais à nossa produção agrícola”, afirmou.

A ministra Sun Meijun ressaltou o trabalho conjunto desenvolvido nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC. “É sempre um grande prazer receber amigos vindos de longe. Hoje contamos com a presença dos departamentos relevantes nesta reunião fraterna. O nosso comércio agroalimentar representa uma parcela importante do intercâmbio bilateral. Em 2025, a China importou US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, o que corresponde a cerca de 50% do comércio total entre os dois países”, declarou.

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A ministra acrescentou que, apesar da forte indústria agrícola chinesa, o país possui um mercado de enorme potencial e permanece aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade. Ela relembrou ainda os acordos e iniciativas firmados durante as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre eles protocolos fitossanitários para ampliação das exportações de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de memorandos de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.

Durante a reunião, Mapa e GACC avançaram nos entendimentos técnicos sobre os requisitos sanitários e quarentenários para a exportação de carne suína e subprodutos do Brasil para a China. O ministro André de Paula e a ministra Sun Meijun confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer em momento oportuno.

Após a formalização do protocolo, o Mapa poderá orientar as empresas brasileiras na realização dos preparativos técnicos necessários, enquanto a GACC dará continuidade aos procedimentos internos para viabilizar o comércio.

Ao encerrar o encontro, o ministro André de Paula agradeceu à contraparte chinesa. “Permita-me registrar o apreço e a satisfação do Governo brasileiro pelos avanços registrados hoje no protocolo revisado para carne suína, com inclusão de miúdos suínos. Trata-se de um resultado positivo do diálogo técnico e da cooperação construídos entre nossas instituições ao longo dos últimos anos. Esse avanço representa uma importante conquista sanitária e comercial para ambos os países e reflete o elevado nível de confiança e cooperação entre Brasil e China”.

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O avanço nas tratativas do protocolo de carne suína reforça a cooperação técnico-sanitária entre Mapa e GACC e consolida a China como principal parceira do agronegócio brasileiro.

Durante a agenda, também foram tratados outros temas de interesse das partes. Na ocasião, foi anunciado o retorno de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos, além do início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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