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Citricultor reduz em 37% a queda de frutos com biossolução inovadora

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Desafios das mudanças climáticas na citricultura

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado os impactos das mudanças climáticas, com alterações no padrão de chuvas e longos períodos de seca. A região de Botucatu (SP), onde está localizada a Fazenda Concorde, vive o terceiro ano consecutivo de estiagem e vem buscando novas tecnologias para manter a produção.

Uso da biossolução BIO-SYNC

Com 25 anos de experiência na citricultura, a Fazenda Concorde adotou, em 2023, o BIO-SYNC, um complexo nutricional de base orgânica lançado pela Rovensa Next Brasil. O produto atua sincronizando os estímulos fisiológicos da planta com as características biológicas, físicas e químicas do solo. O desequilíbrio nesses fatores costuma causar a queda prematura dos frutos nos laranjais, problema que vem sendo reduzido na propriedade.

Resultados expressivos na Fazenda Concorde

Segundo Ernesto Luiz Pires de Almeida, do Grupo de Consultores de Citros (GCONCI), que atende propriedades responsáveis por 20% da produção nacional de laranja, a queda de frutos diminuiu cerca de 37% após o uso do BIO-SYNC. “Ter esse resultado junto com o aumento da produção é muito significativo, especialmente diante da crescente incidência de greening nos citros”, afirma.

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Aumento de produtividade e expansão do uso

Na Fazenda Concorde, o BIO-SYNC foi aplicado inicialmente em 5 hectares, com uma área vizinha como controle. Guilherme Henrique Ferraz Campos, gerente financeiro da fazenda, relata que houve maior enfolhamento e pegamento dos frutos, com uma queda menor em relação ao padrão regional, resultando em um aumento de produtividade de 15%. Após os resultados positivos, o proprietário José Luís Cervato expandiu a aplicação para toda a área de 230 hectares entre o final de 2024 e início de 2025. A tecnologia contribui para reequilibrar o solo, melhorar a aeração e aumentar a retenção de água, otimizando o uso da chuva ou irrigação.

Biossoluções da Rovensa Next Brasil na ExpoCitros

Entre 3 e 6 de junho, a Rovensa Next Brasil apresentará o BIO-SYNC e outras biossoluções na 50ª ExpoCitros, em Cordeirópolis (SP). Rodrigo Kuhnen, gerente comercial nacional HF, destaca que os produtos são desenvolvidos para ajudar produtores a enfrentar os desafios das mudanças climáticas e outros problemas do setor. Confira alguns destaques:

  • PREV-AM: Produto à base do óleo essencial da casca de laranja, com ação inseticida, acaricida e fungicida, ideal para controle de mosca-branca, pulgão, tripés e psilídeo.
  • PRINCIPAL: Também com óleo essencial da casca de laranja, melhora o espalhamento e eficácia de fungicidas, inseticidas, acaricidas e fertilizantes foliares.
  • BIO-SYNC: Complexo nutricional orgânico que promove o equilíbrio do solo e da planta.
  • PHYLGREEN ELECTRA: Produto com extrato de algas que previne estresses climáticos.
  • PUMMA: Mantém a atividade fotossintética das plantas mesmo sob estresse.
  • GLUTAMIN K-LIBRE: Fornece potássio solúvel e aminoácidos, com pH neutro para melhor absorção.
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Demonstrações na Hortitec 2025

As biossoluções da Rovensa Next Brasil também serão destaque na 30ª Hortitec, em Holambra (SP), de 25 a 27 de junho. Rodrigo Kuhnen informou que o estande mostrará a eficácia dos bioestimulantes, biofertilizantes, biofungicidas, bioinseticidas e adjuvantes da empresa para a agricultura brasileira. Além disso, no dia 26 de junho será realizado um jantar especial com produtores e distribuidores para discutir o mercado de frutas e hortaliças no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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