POLITÍCA MT
Deputado Chico Guarnieri é homenageado pela Força Tática em Tangará da Serra
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O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) foi homenageado pela Polícia Militar com a medalha de “Mérito da Força Tática”. A entrega foi realizada durante a troca de Comando da 22ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Força Tática de Tangará da Serra.
O Tenente-Coronel PM, Osmário Cícero de Oliveira Júnior, passa para Comandante-Adjunto do 7º Comando Regional da Polícia Militar e o major PM, Diego Alves Furquim, assume a companhia tangaraense, responsável pelo policiamento também das cidades de Barra do Bugres, Porto Estrela, Denise, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Nova Olímpia e Sapezal.
O deputado estadual Chico Guarnieri participou do evento, realizado na quinta-feira (5) e foi um dos homenageados. A medalha entregue a ele reconhece o trabalho realizado em prol da Polícia Militar e a segurança da região. A exemplo do trabalho em prol de Barra do Bugres, no mês passado, quando o município enfrentou episódios de grande violência que resultaram em diversas mortes. Guarnieri articulou e participou de diversas reuniões com a PM, Polícia Civil, Segurança Pública e a prefeitura para discutir as medidas a serem adotadas para que a ordem fosse restabelecida na cidade.
Esse reconhecimento, reforçou o parlamentar, é uma demonstração do comprometimento de ambos com a segurança da população, além de reforçar a importância de se investir em programas de capacitação e recursos para os profissionais da segurança.
“Recebo essa medalha com muita gratidão e fico feliz em contribuir com o trabalho da PM em nosso estado. Continuarei a minha atuação e a Corporação pode contar comigo”, disse Guarnieri.
Foto: NATALIA ARAUJO GOMES
Inauguração – Depois do evento, o parlamentar participou da inauguração da avenida Virgílio Favetti, em Tangará da Serra. A via é uma importante rota para os moradores da cidade e vai contribuir com a melhoria na trafegabilidade do município.
Fonte: ALMT – MT
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Frente da Agropecuária debate impactos de decretos no Pantanal
A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na manhã desta terça-feira (28) para discutir os impactos da ampliação de unidades de conservação no pantanal e o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no estado. O encontro na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) reuniu deputados, produtores rurais e representantes de entidades do setor.
A principal pauta foi a reação aos Decretos Federais nº 12.886 e nº 12.887, de 23 de março de 2026, que ampliam áreas de conservação no pantanal mato-grossense, atingindo regiões de Poconé e Cáceres. As medidas já são alvo de questionamento no legislativo federal. O Projeto de Decreto Legislativo nº 186/2026, apresentado pelo senador Jayme Campos (União) busca sustar os efeitos das normas.
Durante a reunião, parlamentares criticaram a condução do processo pelo governo federal e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontando que as manifestações apresentadas pela comunidade nas audiências públicas não foram consideradas e que há insegurança jurídica enfrentada pelos produtores das áreas afetadas.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a ampliação por decreto ameaça a atividade econômica no estado. “Sem o zoneamento, corremos o risco de inviabilizar a atividade econômica em metade do estado. Precisamos de segurança jurídica para garantir produção e preservação”, disse.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
O deputado Valmir Moretto (Republicanos) alertou para impactos logísticos, especialmente sobre a hidrovia do rio Paraguai e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “A decisão é gravíssima. A ampliação incide sobre áreas privadas já preservadas e ameaça diretamente a viabilidade da hidrovia e da ZPE”, afirmou.
Representantes do setor produtivo também criticaram a medida. O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, destacou que a maior parte da preservação do bioma ocorre em áreas de produtores. “Cerca de 95% das áreas preservadas no Pantanal estão dentro de propriedades particulares. O produtor é o verdadeiro guardião do bioma. Sem gestão adequada, essas áreas podem se tornar focos de incêndio, como já são hoje as unidades de conservação que já existiam”, pontuou.
A analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Tânia Arévalo, também questionou a ampliação das áreas. “A legislação no pantanal já é extremamente restritiva, permitindo basicamente a pecuária extensiva. Não há justificativa técnica para ampliar a proteção sobre áreas que já estão preservadas há décadas pelas mesmas famílias”, afirmou. Segundo ela, a medida pode gerar impactos sociais significativos. “A retirada do produtor pode provocar abandono das áreas, aumento de incêndios e prejuízos à economia local e ao modo de vida do homem pantaneiro”, completou.
Entre os encaminhamentos debatidos está o apoio à proposta de sustação dos decretos no Congresso Nacional, além da possibilidade de estadualização das unidades de conservação. Os participantes também defenderam a conclusão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) e cobraram mais transparência nos processos conduzidos pelos órgãos federais.
A reunião também abordou o potencial da ovinocultura como alternativa de diversificação econômica. O presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, destacou que Mato Grosso possui rebanho estimado entre 400 mil e 420 mil cabeças.
“Embora o número seja modesto se comparado à bovinocultura, o potencial de crescimento é grande. O principal gargalo é a falta de matrizes de qualidade e o custo do frete. Por isso, trabalhamos na criação de pontos de coleta para melhorar a logística”, explicou.
O deputado Cattani reforçou que há demanda crescente pela carne ovina e que o desafio é estruturar a cadeia produtiva. “Precisamos fechar a cadeia produtiva. A demanda existe e é crescente”, afirmou.
Fonte: ALMT – MT
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