POLITÍCA MT
Wilson Santos articula construção de nova escola estadual em Sapezal
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O prefeito de Sapezal, Cláudio Scariote (Republicanos), recebeu o deputado estadual Wilson Santos (PSD) e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, para tratarem de demandas da área educacional no município. Também participaram da reunião o deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), o presidente da Câmara Municipal e vereador, Antônio Rodrigues da Silva (PP), além de outros representantes da gestão pública municipal.
Durante o encontro, foi discutida a doação de um terreno pelo município ao Estado para a construção de uma nova escola estadual. A medida atende a uma necessidade urgente, devido a grande procura por vagas, já que Sapezal conta atualmente com apenas duas unidades estaduais – as Escolas André Antônio Maggi e Luiz Frutuoso da Silva – que atendem no total cerca de 3 mil alunos – ambas em processo de reforma e ampliação para melhorias estruturais, como refeitórios e salas de aula.
“Foi uma reunião importante para o futuro da educação em Sapezal. Trouxemos o secretário Alan Porto para conhecer o terreno onde será construída a nova escola estadual, com 16 salas de aula e infraestrutura completa para garantir um espaço adequado e um ensino de qualidade. Também discutimos as obras em andamento das escolas estaduais e visitamos uma unidade na zona rural. São ações concretas que estão saindo do papel”, destacou Wilson Santos.
A Escola Estadual Luiz Frutuoso da Silva está em processo de transição para se tornar uma escola cívico-militar, sendo um anseio de pais, professores e da comunidade escolar. A Seduc já se organiza para atender a essa demanda que, segundo Alan Porto, mais dez unidades cívico-militares devem ser implantadas em Mato Grosso, totalizando cerca de 100 escolas sob gestão compartilhada com a Polícia e o Corpo de Bombeiros Militar. Para isso, ele solicitou a indicação de um militar da reserva para concretizar o processo.
Para Wilson Santos, a transformação da unidade em modelo cívico-militar representa uma grande conquista para o município. “Esse modelo tem apresentado os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com professores focados no ensino e apoio dos militares na organização e disciplina. Vamos trabalhar para concretizar esse projeto em Sapezal”, afirmou o parlamentar.
O secretário Alan Porto reforçou que o objetivo é fortalecer a política educacional local em parceria com o município. “Não queremos impor nada, mas sim, garantir condições para fortalecer a rede de ensino. O deputado Wilson nos pediu apoio para que a nova escola tenha 16 salas de aula e vamos atender. Percebemos o engajamento da comunidade e isso é essencial para o sucesso do projeto”, explicou.
A comitiva também visitou a Escola Municipal Jaime Marcelo Schecheli, localizada na zona rural, que ganhará mais três salas de aula. O prefeito Cláudio Scariote colocou a escola à disposição do Estado para doação, caso haja interesse em incorporar a unidade para ampliar a oferta de vagas no município.
Fonte: ALMT – MT
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Decisão do STF reforça atuação da ALMT no debate sobre áreas úmidas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve liderar as discussões para elaboração de uma legislação específica que regulamente o uso e a proteção das áreas úmidas no estado. A afirmação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em 15 de maio, que extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação civil pública que havia suspendido os efeitos da Resolução Consema nº 45/2022.
Na decisão, o ministro Gilmar Mendes acolheu recurso do Governo do Estado e entendeu que a ação civil pública foi utilizada de forma inadequada para suspender, com efeitos gerais, uma norma estadual. Segundo ele, a medida ultrapassou os limites de um caso concreto ao buscar afastar a aplicação da resolução e impor outra lei estadual a áreas ainda sem regulamentação específica.
Na avaliação de Max Russi, o posicionamento do STF contribui para dar mais clareza e segurança jurídica ao debate ambiental em Mato Grosso, ao afastar dúvidas sobre temas como licenciamento, produção e proteção ambiental.
“A decisão ajuda a reduzir a insegurança que havia sobre licenciamento, produção e proteção ambiental. O STF não julgou se a resolução é boa ou ruim do ponto de vista ambiental; disse apenas que não se pode suspender uma norma de efeito geral por meio inadequado. Isso dá mais clareza ao debate”, afirmou.
Russi ressaltou ainda que o estado precisa avançar na criação de uma legislação específica para as áreas úmidas, especialmente nas regiões do Araguaia e do Guaporé.
“Precisamos contar com uma legislação clara, técnica e equilibrada sobre áreas úmidas. Regiões como Araguaia e Guaporé têm características próprias e não podem ficar presas à insegurança jurídica. É preciso proteger o meio ambiente, mas também garantir que o produtor possa trabalhar dentro da lei”, frisou.
Conforme o parlamentar, caberá à Assembleia Legislativa conduzir as discussões e ouvir os diferentes setores envolvidos.
“O papel da Assembleia é liderar esse processo com responsabilidade. Para isso, devemos ouvir o setor produtivo, o Ministério Público, a Sema [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], o Consema [Conselho Estadual do Meio Ambiente], os pesquisadores e a sociedade para construir uma legislação moderna, baseada em dados técnicos. A Casa já vinha defendendo esse caminho: diálogo, ciência, equilíbrio e segurança jurídica”, declarou.
Impactos regionais da decisão – Representante do Araguaia na ALMT, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos) afirmou que a decisão do STF representa um avanço para o Araguaia ao reforçar a segurança jurídica sobre a regulamentação das áreas úmidas. Segundo ele, estudos técnicos indicam que a região não pode ser enquadrada como bioma Pantanal, o que, em sua avaliação, justifica a adoção de regras específicas compatíveis com a realidade ambiental local.
O parlamentar também destacou a necessidade de conciliar produção e preservação ambiental. “Nosso trabalho é fazer com que nós possamos produzir com sustentabilidade, respeitando o meio ambiente, mas também não impedindo que o nosso Araguaia cresça”, salientou.
Para o deputado Valmir Moretto (Republicanos), a extinção da ação civil pública restabelece a vigência das regras de licenciamento ambiental e destrava processos que estavam paralisados, especialmente na região do Guaporé.
“A extinção da ACP afasta o risco imediato de cancelamento de licenças de drenagem e de outras atividades agropecuárias em áreas úmidas, algo essencial para a economia do estado. Os estudos sobre a estratificação dessas áreas e as discussões sobre o melhor uso do território, conciliando preservação ambiental e produção, representam um caminho mais seguro do que tentar adaptar ao Vale do Guaporé uma norma elaborada para outro bioma”, acrescentou.
Fonte: ALMT – MT
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