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Acrimat alerta pecuaristas de Mato Grosso para os riscos da estiagem
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Com a aproximação da estiagem em Mato Grosso, a Associação dos Criadores do Estado (Acrimat) reforçou, nesta semana, a importância do planejamento estratégico por parte dos pecuaristas para diminuir os impactos da seca. A entidade destaca que o período de estiagem impõe desafios à produtividade das fazendas, exigindo medidas antecipadas em relação à água, alimentação, manejo e prevenção de incêndios.
Um dos principais pontos de atenção, segundo a Acrimat, é o abastecimento hídrico. Com a queda no nível de rios e reservatórios, o acesso à água potável para o gado se torna crítico. A associação recomenda a revisão de bebedouros, manutenção de caixas d’água e, se necessário, a instalação de sistemas alternativos de captação e armazenamento. “É preciso garantir não só a quantidade, mas também a qualidade da água”, afirma a equipe técnica da entidade.
Outro aspecto considerado essencial é a alimentação do rebanho. Com a redução da qualidade das pastagens durante a seca, a Acrimat orienta os produtores a formarem reservas de alimentos conservados, como silagem, feno e capim, além de reforçarem a suplementação proteica e mineral.
O manejo adequado das pastagens também é apontado como estratégia para preservar o solo. A Acrimat também chama atenção para o aumento do risco de incêndios no período seco. A orientação é que os produtores criem aceiros ao redor das propriedades, mantenham equipamentos de contenção em condições adequadas e promovam treinamentos com suas equipes. A entidade ainda defende que vizinhos organizem sistemas de alerta e resposta conjunta, para agir rapidamente em caso de focos de fogo.
Além disso, a associação recomenda que os meses que antecedem a estiagem sejam utilizados para a manutenção de estruturas essenciais, como cercas, cochos e corredores de manejo, a fim de evitar contratempos durante o período crítico.
Para apoiar os produtores, a Acrimat disponibiliza suporte técnico, materiais informativos e capacitações específicas sobre manejo na seca. A entidade reforça que a estiagem é um fenômeno previsível e que a sustentabilidade da atividade pecuária depende, em grande medida, da preparação prévia.
Fonte: Pensar Agro
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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa
Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).
Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.
A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.
Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.
Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.
Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.
“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.
No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.
Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.
No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.
A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.
O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.
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