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Comissão debate desafios e oportunidades para o setor ferroviário nacional

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados discute, nesta terça-feira (10), o cenário atual do setor ferroviário nacional. O debate foi solicitado pelo deputado Leônidas Cristino (PDT-CE) e será realizado às 10 horas, no plenário 11.

Na avaliação do parlamentar, o setor ferroviário deveria ter papel estratégico no desenvolvimento econômico do Brasil, especialmente por suas dimensões continentais. No entanto, a matriz de transportes nacional continua fortemente dependente do modal rodoviário, que concentra 61,1% da carga transportada, enquanto as ferrovias representam apenas 21%, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Leônidas Cristino chama atenção ainda para o baixo aproveitamento da malha ferroviária existente. Embora o País conte com 30,6 mil km de trilhos, metade dessa extensão está ociosa ou com baixíssima utilização. Ele afirma que 14% da malha têm uso reduzido e 37% está sem operação, o que equivale a 11.190 km de ferrovias paradas.

O parlamentar quer discutir a concentração das operações ferroviárias, os desafios para reativar malha existente, a renovação das concessões e o lançamento do Plano Nacional Ferroviário (PNF). “Para desatar o nó logístico que o modal representa na matriz nacional de transportes, especialmente em razão do alto custo dos projetos ferroviários e seu longo prazo de maturação, pretendemos debater os desafios e as oportunidades do modal”, afirma.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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Entra em vigor lei que estabelece política de recuperação da Caatinga

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A Caatinga contará com um programa nacional para recuperação de sua vegetação. A lei que trata do assunto foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (11).

Já em vigor, a Lei 15.430/26 institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria um programa nacional com o mesmo nome.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 1990/24, apresentado pela ex-senadora Janaína Farias, atual prefeita de Crateús (CE), município na área da Caatinga. Após aprovação no Senado, a proposta foi aprovada na Câmara em 2025 com modificações, o que levou o projeto a nova análise no Senado.

A Caatinga é um bioma localizado exclusivamente no Brasil, abrangendo quase 11% do território do país, cobrindo áreas de diversos estados nordestinos. É caracterizada por condições climáticas extremas, com baixos índices de chuva e longos períodos de seca, tornando a região suscetível à desertificação e gerando vulnerabilidade ambiental e social.

O que diz a lei
Entre outras diretrizes, a nova lei prevê a atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais na formulação e implementação de políticas públicas para a recuperação e uso sustentável dos recursos ambientais da região.

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Ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de prevenção e controle de desmatamento, estão entre os instrumentos da Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, em âmbitos nacional e estadual.

São previstos ainda a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos ambientais, e a participação da comunidade local na recuperação das áreas degradadas do bioma, entre outros instrumentos de ação.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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