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ABIEC acompanha com otimismo missão técnica japonesa que avalia sistema sanitário do Brasil

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) acompanha com otimismo a missão técnica do governo japonês que está em andamento no Brasil nesta semana. Essa visita integra o processo oficial de avaliação do sistema sanitário brasileiro pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF), etapa crucial para avançar nas negociações que visam abrir o mercado japonês para a carne bovina nacional.

Reconhecimento da OMSA impulsiona negociações

A auditoria ocorre em um momento estratégico, poucos dias após o Brasil ter recebido da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação — uma conquista histórica para o setor, perseguida há décadas. Esse novo status é uma exigência fundamental das autoridades japonesas e permite que o Brasil solicite a habilitação em pré-listing, com o reconhecimento sanitário válido para todo o território nacional, e não apenas para estados individualmente reconhecidos.

Avaliação do sistema de inspeção e vigilância sanitária

Durante a missão, a equipe japonesa irá avaliar o funcionamento do sistema de inspeção e vigilância sanitária, com visitas a órgãos estaduais e unidades do Ministério da Agricultura. Nesta fase, não estão previstas inspeções diretas em frigoríficos. A expectativa é que, após a conclusão do relatório técnico e os procedimentos internos do governo japonês, o processo de habilitação avance ainda em 2025.

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ABIEC destaca impacto positivo para a carne bovina brasileira

A ABIEC ressalta que o reconhecimento da OMSA representa um salto de qualidade para a carne bovina do Brasil no mercado internacional, reforçando sua imagem de segurança e qualidade. Esse novo status sanitário chega em um momento em que países asiáticos e outras regiões buscam diversificar seus fornecedores, abrindo espaço para a ampliação e conquista de novos mercados.

Compromisso da ABIEC com o apoio técnico e expansão das exportações

A entidade reafirma seu compromisso de apoiar tecnicamente o governo brasileiro, promovendo a carne bovina nacional em mercados estratégicos e colaborando nas negociações internacionais. O avanço nas relações com o Japão, reforçado pela recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático em março, reflete a credibilidade sanitária conquistada pelo Brasil e a maturidade do setor exportador.

Perspectivas para o mercado brasileiro de carne bovina

Diante desse cenário favorável, a ABIEC mantém o foco na expansão responsável das exportações, no fortalecimento do mercado interno e na valorização da pecuária brasileira, que hoje tem presença em cerca de 160 países.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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