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Plínio cobra rastreamento do câncer de mama pelo SUS a partir de 40 anos

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) pediu urgência na aprovação do projeto que torna obrigatória a realização de exames de rastreamento do câncer de mama, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em mulheres a partir dos 40 anos.

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (11), o parlamentar, que é autor do PL 499/2025, destacou que o Ministério da Saúde recuou parcialmente e autorizou o rastreamento para mulheres a partir dos 40 anos apenas nos planos de saúde, deixando de fora as usuárias do SUS.

De acordo com o senador, a medida é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce do câncer de mama. Ele citou dados segundo os quais uma em cada três mulheres diagnosticadas com a doença tem menos de 50 anos, o que reforça a importância do exame a partir dos 40.

— Por isso é preciso que a gente siga o Painel de Oncologia Brasil, que nos diz que é necessário isso: salvar vidas, antecipar. Porque, se a mulher tem e está comprovado que dá em mulher de 40 anos, sim, acontece. E só vai diagnosticar, só vai rastrear, quando tiver com 50 anos, aí nós teremos condenado muitas mulheres à morte —  disse.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.

O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.

A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).

Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.

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“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.

Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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