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Milho verde movimenta economia paranaense e ganha destaque nas festas juninas

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Ingrediente típico das celebrações de junho e julho, o milho verde se destaca não apenas por seu papel na culinária, mas também por sua importância econômica no Paraná. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Valor Bruto da Produção (VBP) do milho verde ultrapassou R$ 163 milhões em 2023.

Tradição e versatilidade nas festas populares

O Deral destaca que o milho verde é “essencial nas comemorações de junho e julho”, sendo utilizado em pratos tradicionais como espiga cozida ou assada, pamonha, bolo, mingau e sopa. Embora seja o protagonista das festas de São João no Nordeste, onde tem grande relevância cultural e econômica, o Paraná também mantém uma forte conexão com o cereal durante esse período.

Produção em larga escala no estado

O cultivo de milho verde está presente em 347 dos 399 municípios paranaenses. No ano passado, foram colhidas 140,8 milhões de espigas em uma área de 3,8 mil hectares. A maior parte da produção está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, responsável por mais de 16% do VBP da cultura.

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Londrina lidera a produção no Paraná

Londrina se destaca como o maior produtor de milho verde do estado, com uma colheita de 12 milhões de espigas em 2023. A produção gerou um VBP de R$ 13,9 milhões, consolidando a cidade como referência estadual na atividade.

Participação do Paraná no cenário nacional

Apesar da expressiva produção, o Paraná ocupa a oitava posição entre os estados brasileiros produtores de milho verde. Segundo dados do Censo Agropecuário de 2017, Goiás lidera o ranking com 26% da produção nacional, seguido por São Paulo (19%) e Minas Gerais (12%). O Paraná aparece com 2,4% de participação, contribuindo de forma relevante para o abastecimento e a diversidade gastronômica nas festas juninas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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