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Exportações de soja dos EUA superam previsões e reforçam otimismo no mercado internacional

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última quinta-feira (12), seu mais recente relatório de oferta e demanda global da soja, com dados analisados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), abrangendo o período de 6 a 12 de junho.

Segundo o relatório, a estimativa para a safra 2025/26 dos Estados Unidos foi mantida em 118,1 milhões de toneladas. Os estoques finais no país continuam projetados em 8 milhões de toneladas e o preço médio ao produtor permanece em US$ 10,25 por bushel.

Já a produção mundial de soja segue inalterada, estimada em 426,8 milhões de toneladas. Entretanto, os estoques finais globais foram elevados em 1 milhão de toneladas em relação ao relatório anterior, totalizando agora 125,3 milhões de toneladas.

Brasil, Argentina e China mantêm projeções

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina não foram alteradas, permanecendo em 175 milhões e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. A China, principal importadora global, deve adquirir 112 milhões de toneladas da oleaginosa, conforme mantido no relatório anterior.

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Plantio nos EUA avança com desempenho acima da média

O USDA também divulgou o avanço do plantio da nova safra nos Estados Unidos. Até 8 de junho, 90% da área prevista já havia sido semeada, superando a média histórica de 88% para o mesmo período. Cerca de 75% das lavouras já tinham germinado, contra 72% na média histórica.

Em relação à qualidade das lavouras, 68% foram classificadas entre boas e excelentes — percentual menor que os 72% registrados no mesmo período de 2024, mas levemente superior aos 67% observados na semana anterior.

Exportações norte-americanas surpreendem e registram alta anual

Os embarques semanais de soja dos Estados Unidos totalizaram 547.040 toneladas até 5 de junho, volume acima das expectativas do mercado. Com esse resultado, o acumulado no ano comercial alcançou 45,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 11% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

As informações reforçam a estabilidade do cenário global da soja, ao mesmo tempo em que as exportações dos EUA sinalizam um ritmo forte de demanda, especialmente diante da manutenção das compras chinesas e da boa evolução do plantio da nova safra norte-americana.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026 acende alerta no agro: clima irregular e risco crescente exigem cautela no campo

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Mercado Externo: clima global sinaliza transição e maior volatilidade

As projeções climáticas globais apontam para um período de transição no sistema El Niño–Oscilação Sul (ENOS), com predominância de neutralidade entre o outono e o início do inverno no Hemisfério Sul. Modelos internacionais indicam cerca de 60% de probabilidade de neutralidade entre março e maio, subindo para 70% entre abril e junho, cenário que deve se estender até julho.

No entanto, há um sinal crescente de aquecimento no Pacífico Equatorial ao longo do segundo semestre de 2026, elevando o risco de formação de um novo El Niño. Paralelamente, anomalias positivas na temperatura da superfície do mar também são observadas em outras regiões, como o Atlântico Sul, ampliando os efeitos sobre o clima global.

Mercado Interno: irregularidade climática desafia planejamento agrícola

No Brasil, o cenário reforça a necessidade de cautela no agronegócio. A combinação entre neutralidade do ENOS e o aquecimento global tende a gerar chuvas irregulares, temperaturas acima da média e impactos desiguais entre regiões produtoras.

A irregularidade espacial e temporal das precipitações surge como o principal desafio no curto prazo. Enquanto algumas áreas podem registrar volumes acima da média, outras enfrentam estiagens localizadas, dificultando o planejamento das atividades no campo.

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Além disso, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais evidenciam que o problema não é apenas a falta, mas também o excesso de precipitação, que pode atrasar colheitas e comprometer janelas de plantio.

Preços: clima aumenta risco de volatilidade nas commodities

O cenário climático mais instável tende a elevar a volatilidade nos mercados agrícolas. A incerteza sobre produtividade, especialmente em culturas sensíveis ao regime hídrico, pode impactar diretamente a formação de preços.

Culturas como milho safrinha, café e cana-de-açúcar ficam no radar dos investidores, já que oscilações climáticas podem influenciar tanto a oferta quanto a qualidade da produção, refletindo nas cotações internas e externas.

Indicadores: sinais mistos entre recuperação e risco produtivo

Apesar das incertezas, a umidade acumulada nos últimos meses favorece a perspectiva de uma supersafra de grãos em 2025/2026. Esse cenário também contribui para a recuperação parcial de culturas perenes, como café e cana, especialmente em regiões com melhor reposição hídrica.

Por outro lado, há preocupação com a safrinha de milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço de frentes frias, reduzindo chuvas no Centro-Oeste e Sudeste e antecipando o fim do período chuvoso em estados estratégicos como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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Esse movimento pode comprometer fases críticas do desenvolvimento das lavouras, afetando produtividade e formação de biomassa.

Análise: segundo semestre exige atenção redobrada do agro

O segundo semestre de 2026 entra no radar como um período de maior risco climático. A possível combinação entre El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD) pode intensificar eventos extremos, com maior probabilidade de seca em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil.

Esse cenário aumenta o risco para cadeias agrícolas estratégicas e pode gerar impactos relevantes sobre oferta global e preços. Diante disso, especialistas reforçam a importância de uma gestão ativa de risco climático, com planejamento mais conservador e estratégias que considerem maior margem de segurança.

Em um ambiente climático cada vez mais errático, decisões no campo precisam ir além dos padrões históricos e incorporar a crescente incerteza como fator central na estratégia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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