AGRONEGOCIOS
Ministério da Pesca e Aquicultura lança o Boletim RGP Profissionais
AGRONEGOCIOS
O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou, hoje (17/06), o Boletim RGP Profissionais, que traz dados sobre o Registro Geral da Atividade Pesqueira no Brasil. O lançamento foi feito na sede do MPA, em Brasília, durante a 44ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE).
Na abertura do evento, o ministro André de Paula trouxe alguns dados relevantes sobre a pesca e a aquicultura no país e destacou a importância de serem de conhecimento de todos. Segundo ele, “esses números dão luz ao setor, são importantes para dar consistência à nossa atuação. Essa iniciativa é fruto do compromisso que assumimos desde o início e é uma alegria trazer dados atuais, consolidados e que permitem conhecer melhor o nosso setor”.
A diretora do Departamento de Registro e Monitoramento da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP), Elielma Borcem, destacou as dificuldades na captação dos dados do RGP para a elaboração do Boletim. “Nós passamos grandes desafios na atualização desse cadastro, pois ele foi suspenso em 2015. De lá para cá, estamos trabalhando para superar e melhorar o processo de obtenção dos registros. A última edição do Boletim do RGP foi feita em 2012 e, agora, após 13 anos, conseguimos apresentar esse diagnóstico completo sobre o setor pesqueiro”.
Raio-x do setor pesqueiro
O Boletim RGP traz um panorama sobre a atividade dos pescadores e pescadoras no último ano. Segundo dos dados levantados pela Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP), do MPA, 49% do público é formado por mulheres e 99,7% são pescadores e pescadoras artesanais. Além disso, 87,7% dos pescadores e aquicultores têm o peixe como produto principal.
O documento também revela alguns dados desafiadores, como o fato de que 84% das pessoas que vivem da pesca têm renda de até R$ 1.045. Apenas no ano passado, cerca de 1,1 milhão de pescadores receberam o Seguro-defeso.
CONAPE – O Lançamento do Boletim RGP aconteceu logo na abertura da 44ª Reunião Ordinária do CONAPE, realizada nos dias 17 e 18 de junho. O Conselho é o principal órgão consultivo do MPA e agrega representantes do Ministério e de diversas entidades ligadas à pesca e à aquicultura.
A secretária-executiva do Conselho, Adriana Toledo, ressaltou a relevância do documento. “Este momento marca um passo essencial e é símbolo do reconhecimento da atividade pesqueira em todo o Brasil. A partir dele poderemos viabilizar políticas públicas mais assertivas para o nosso público”, concluiu.
AGRONEGOCIOS
Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

