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Exportações diárias de café não torrado recuam em junho, mas valor médio do grão dispara
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Nos primeiros dez dias úteis de junho de 2025, o Brasil exportou, em média, 7,599 toneladas diárias de café não torrado. Esse número representa uma queda de 25,2% em relação à média diária registrada em todo o mês de junho de 2024, quando foram embarcadas 10,163 toneladas por dia.
Volume total exportado também é menor
Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (16), o volume total embarcado nos dez primeiros dias úteis deste mês foi de 75,999 mil toneladas. Em comparação, o volume total exportado durante todo o mês de junho de 2024 somou 203,278 mil toneladas.
Faturamento diário cresce, apesar da queda no volume
Mesmo com a queda no volume exportado, o faturamento diário apresentou crescimento expressivo. Nos primeiros dez dias úteis de junho de 2025, a média diária foi de US$ 53,880 milhões, valor 34,4% superior à média registrada durante todo o mês de junho de 2024, que foi de US$ 40,097 milhões. No total, as exportações do grão somaram US$ 538,801 milhões nesses dez dias, frente aos US$ 801,952 milhões de junho do ano passado (considerando os 20 dias úteis).
Preço médio do café não torrado sobe quase 80%
O valor médio negociado do café não torrado apresentou forte valorização. A média nos dez primeiros dias úteis de junho de 2025 foi de US$ 7.089,50 por tonelada, um avanço de 79,7% em relação à média de US$ 3.945,10 registrada em junho de 2024.
Café torrado, extratos e concentrados: queda no volume, mas alta no valor
Menor volume embarcado
No caso do café torrado, extratos, essências e concentrados, o volume exportado nos dez primeiros dias úteis de junho de 2025 foi de 3,466 toneladas, ante as 7,230 toneladas exportadas nos 20 dias de junho de 2024. A média diária foi de 346 toneladas, queda de 4,1% em relação à média de 361 toneladas registrada em junho do ano anterior.
Valorização do preço médio
Apesar da retração no volume, o preço médio de exportação do café torrado e seus derivados subiu 39,1%. A média registrada nos dez primeiros dias úteis de junho de 2025 foi de US$ 13.113,70 por tonelada, frente aos US$ 9.425,90 de junho de 2024.
Faturamento cresce na média diária
O faturamento total com as exportações desse grupo de produtos nos dez primeiros dias úteis de junho de 2025 foi de US$ 45,452 milhões. Em junho de 2024, o total foi de US$ 68,149 milhões. No entanto, a média diária de receita neste ano ficou em US$ 4,545 milhões, avanço de 33,4% em relação à média de US$ 3,407 milhões registrada no mesmo mês do ano passado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


