CUIABÁ
Maria Avalone defende repasses federais para Cuiabá
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DNA – Assessoria da vereadora Maria Avalone
A vereadora Maria Avalone (PSDB) se posicionou, nesta segunda-feira (16), em defesa do repasse de recursos federais para Cuiabá e para o estado de Mato Grosso. Em resposta a discursos que minimizam a importância dessas verbas, a parlamentar foi enfática ao afirmar: “Mato Grosso é, sim, um Estado economicamente forte, mas isso não significa que possamos abrir mão de recursos que são direito nosso — até porque vêm dos nossos próprios impostos”.
Ela destacou que, apesar da riqueza do Estado, a capital ainda enfrenta graves problemas de infraestrutura. “Se somos um Estado tão rico, por que então temos uma capital cheia de bairros sem calçadas, sem praças, sem iluminação pública, sem áreas de esporte e lazer?”, questionou.
Maria Avalone também chamou atenção para a necessidade urgente de investimentos em áreas fundamentais como educação, saúde e mobilidade urbana. “Precisamos de creches, escolas, atendimento médico, transporte digno. E tudo isso exige recursos — inclusive federais. É papel de quem está na política lutar por esse retorno, independentemente de ideologia ou posição partidária.”
Segundo a vereadora, a ausência desses investimentos afeta de forma ainda mais severa as mulheres cuiabanas. “São elas que mais sentem a ausência de políticas públicas. A mãe que não tem onde deixar o filho, a mulher que anda sozinha em uma rua escura, a trabalhadora que passa horas no transporte precário.”
Ao final de seu pronunciamento, a parlamentar reafirmou seu compromisso com a população. “Não se trata de depender, mas de exigir o que é nosso e de direito. Nossa cidade precisa, e muito, de investimento. E eu seguirei cobrando isso, sempre com responsabilidade e compromisso com o povo cuiabano.”
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões
A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.
“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.
Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.
A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).
Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.
Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.
Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.
Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.
Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.
Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


