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Suplemento nutricional desenvolvido no RS fortalece colmeias durante a entressafra de flores
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Durante a entressafra de flores, período em que há escassez de néctar na natureza, as abelhas enfrentam grandes desafios nutricionais. Pensando em apoiar os apicultores nesses momentos críticos, a empresa gaúcha Védera Nutrição Animal lançou o Melero, um suplemento alimentar em pó especialmente formulado para colmeias comerciais.
Reforço nutricional em períodos críticos
O Melero é aplicado diretamente nas colmeias e atua como um fortalecedor do metabolismo das abelhas, permitindo que elas mantenham sua vitalidade e produtividade, mesmo quando não há oferta natural de alimento no campo.
“Na entressafra de flores, mesmo consumindo o próprio mel, as abelhas não conseguem suprir todas as suas necessidades nutricionais. Isso reduz sua disposição e afeta diretamente a produtividade das colmeias”, explica Cesar de Souza, diretor executivo da Védera.
Segundo Souza, o suplemento surgiu da demanda direta de apicultores, que enfrentavam prejuízos em períodos com pouca ou nenhuma florada.
Indicação também para regiões com flora limitada
Além da entressafra, o Melero também é recomendado para áreas com baixa diversidade floral, onde as abelhas precisam voar longas distâncias em busca de alimento, o que gera desgaste físico e queda na produção.
“O Melero atua justamente para reduzir esse impacto, oferecendo uma fonte prática e eficaz de nutrientes. É uma solução estratégica para manter a produção estável e aproveitar as oportunidades de mercado ao longo do ano”, ressalta Souza.
Resultados positivos no campo
O produto já tem sido testado por apicultores e instituições de pesquisa com bons resultados.
Para Alisson Paulinelli, dos Apiários Paulinelli, em Colorado (RS), que conta com cerca de 220 colmeias, o suplemento se mostrou um grande aliado:
“Tanto na entressafra quanto na saída da primavera, para alavancar os enxames, as abelhas aceitam muito bem. A gente nota que a postura aumenta neste momento. É uma ferramenta excelente para quem trabalha com a produção de mel.”
Já o professor Eduardo Ferreira, do Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Santa Teresa, destaca o uso do Melero no manejo de abelhas sem ferrão:
“Mesmo com pouco tempo de uso — dois anos —, já observamos que a postura de ovos não caiu durante a entressafra, o que normalmente ocorre. O suplemento ajudou a manter a saúde das abelhas no mesmo padrão da primavera e do verão, o que é muito positivo.”
Brasil se destaca na produção e exportação de mel
Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil conta com mais de 100 mil apicultores e cerca de 2 milhões de colmeias, posicionando-se entre os maiores produtores de mel do mundo.
No último ano, foram produzidas mais de 46 mil toneladas de mel, com grande parte destinada à exportação. Os Estados Unidos seguem como o principal destino das exportações brasileiras, que bateram recordes de volume e receita no último semestre, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral).
Com o lançamento do Melero, a Védera aposta em uma solução inovadora para fortalecer o setor apícola brasileiro, contribuindo para a saúde das abelhas, a sustentabilidade da produção de mel e a competitividade do país no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.
As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.
Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões
Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.
No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).
Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana
A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.
Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.
Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução da compactação do solo
- Menor consumo de combustíveis e insumos
- Diminuição do uso de água no plantio
- Eliminação de viveiros de colmos
- Maior rapidez na renovação dos canaviais
- Aumento da produtividade agrícola
As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.
Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)
Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).
A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.
Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.
“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.
Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia
Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.
A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.
Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil
O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.
A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.
CTC reforça papel estratégico na inovação do agro
Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.
Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.
A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).
Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia
Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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