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Cotonicultor em Mato Grosso precisa de R$ 125,54 por arroba para cobrir custos na safra 2025/26
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Redução no custo de produção do algodão em maio
O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou leve queda em maio. Segundo o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo total por hectare foi estimado em R$ 10.665,60, uma redução de 0,68% em comparação ao mês anterior.
Fertilizantes e corretivos puxam queda nos custos
A principal responsável pelo recuo nos custos foi a classe de fertilizantes e corretivos, que registrou retração de 1,50% frente a abril. O gasto com esses insumos caiu para R$ 3.874,21 por hectare, com destaque para os macronutrientes, cuja redução foi ainda maior, de 1,80%.
Custo Operacional Efetivo ainda representa desafio
Apesar da diminuição no custo total, o Custo Operacional Efetivo (COE) — que inclui despesas diretas como sementes, defensivos agrícolas e operações com máquinas — continua elevado. O COE foi projetado em R$ 15.297,54 por hectare, com uma pequena queda de 0,10% em relação ao mês anterior.
Preço mínimo para cobrir custos na safra 2025/26
Com uma produtividade média estimada em 122,38 arrobas por hectare, baseada na safra 2024/25, o cotonicultor precisa vender sua produção a pelo menos R$ 125,54 por arroba para cobrir o COE na próxima temporada. Esse valor reforça a importância de uma gestão eficiente e atenção constante ao mercado de insumos e preços.
Cenário exige cautela diante da volatilidade
A movimentação dos custos sinaliza que o setor ainda enfrenta desafios, principalmente em um contexto de volatilidade nos preços das commodities e insumos agrícolas, exigindo prudência dos produtores para manter a sustentabilidade financeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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