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Mercado do açúcar encerra dia com variações mistas influenciado por produção na Indonésia e queda do petróleo

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Produção da Indonésia impulsiona mercado internacional

Os contratos futuros de açúcar encerraram a segunda-feira (23) com desempenho misto nas bolsas internacionais, refletindo mudanças nas projeções de oferta global. A Indonésia revisou para cima sua estimativa de produção de açúcar na safra atual, passando de 2,45 milhões para 2,75 milhões de toneladas, segundo informações da agência Reuters.

Apesar do aumento na produção, o consumo estimado no país é de 2,84 milhões de toneladas, o que deve gerar uma necessidade de importação de cerca de 200 mil toneladas de açúcar bruto para suprir a demanda interna.

Petróleo em queda influencia decisões das usinas

Outro fator que impactou o mercado foi a queda nos preços do petróleo. De acordo com análise da Barchart, essa redução torna o etanol menos competitivo frente à gasolina. Com isso, a tendência é que usinas – especialmente no Brasil – destinem maior parte da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, o que pode elevar a oferta global do produto.

Desempenho nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos futuros de açúcar bruto apresentaram resultados mistos:

  • Julho/25: queda de 6 pontos, cotado a 16,04 centavos de dólar por libra-peso;
  • Outubro/25: estabilidade;
  • Demais contratos: leve alta.
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Em Londres, na ICE Europe, a movimentação também foi mista:

  • Agosto/25: queda de US$ 7,60, negociado a US$ 467,50 por tonelada;
  • Maio/26: alta de US$ 0,40, com cotação de US$ 465,50 por tonelada.
Mercado interno: açúcar cristal em alta

No Brasil, o açúcar cristal registrou valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 kg foi comercializada a R$ 124,21, representando uma alta de 0,97% no dia.

Etanol hidratado também se valoriza

O etanol hidratado acompanhou a tendência positiva e apresentou aumento nos preços. Conforme o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico do biocombustível foi cotado a R$ 2.702,50, com alta de 1,29%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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