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Relatório Agro Mensal do Itaú BBA destaca queda nos preços do etanol e perspectivas para a safra 2025/26
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Queda nos preços do etanol em maio
Em maio, os preços do etanol caíram 4,3%, chegando a R$ 2,69 por litro (sem impostos) em Paulínia (SP). Essa redução refletiu a maior produção de etanol à base de cana-de-açúcar, com o ritmo de moagem voltando ao normal para o período após um abril mais lento. O aumento sazonal da produção deve se estender até agosto, mantendo a pressão sobre os preços do etanol nos próximos meses.
Vendas domésticas e preço do etanol hidratado
Segundo dados da UNICA, as vendas domésticas de etanol hidratado no Centro-Sul do Brasil em maio de 2025 totalizaram 1,82 bilhão de litros, uma queda de 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar da redução no volume, o preço médio do etanol hidratado subiu 15% na comparação anual, passando de R$ 2,42/L em maio de 2024 para R$ 2,78/L em maio de 2025. Esse aumento foi parcialmente influenciado pela alta de 7% no preço da gasolina vendida nas refinarias no mesmo período. No entanto, a Petrobras reduziu em 5,6% o preço da gasolina nas refinarias no dia 2 de junho.
Perspectivas para a safra 2025/26
A previsão para a produção total de etanol na safra 2025/26 indica uma queda de 6% em relação à safra anterior. Embora o etanol de milho deva crescer 17%, a produção de etanol à base de cana deve recuar 14%. Nesse cenário, estima-se uma redução de 6% no consumo total de etanol ao longo do ano, com o etanol hidratado apresentando queda de 12% e o etanol anidro de 4%. Essa diminuição deve ocorrer após o pico de produção do etanol de cana, previsto para agosto.
Espera-se que o consumo de etanol hidratado entre abril e agosto de 2025 caia 4% na comparação anual, e que a queda seja mais acentuada, de 18%, entre setembro e março. Caso essas estimativas se confirmem, será necessário um aumento nos preços relativos para conter a demanda.
Cenários para o preço do etanol no mercado doméstico
De acordo com o relatório, o mercado de etanol brasileiro enfrenta duas realidades distintas. No curto prazo, o preço deve seguir pressionado pelo aumento da oferta. Já para toda a safra 2025/26, a expectativa é de que a média da relação entre os preços do etanol e da gasolina nas bombas do estado de São Paulo suba de 67% na safra 2024/25 para 72%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Por que o milho das festas juninas está mais caro mesmo com safra recorde no Brasil? Entenda os fatores por trás do aumento
O milho é o grande protagonista das festas juninas no Brasil, presente em receitas tradicionais como pamonha, canjica, curau, bolos e na espiga cozida vendida em barracas e quermesses. No entanto, o que chama atenção em 2026 é o contraste entre a abundância da produção agrícola e o preço elevado do alimento nas celebrações.
Mesmo com uma safra recorde, o consumidor final ainda paga caro pelo produto pronto, evidenciando que o valor do milho vai muito além da porteira.
Brasil registra safra recorde, mas preço do milho em grão recua no campo
De acordo com dados do IBGE, a produção brasileira de milho atingiu 141,7 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde nacional. O cenário é de ampla oferta do cereal no mercado interno.
No campo, os preços seguem em trajetória de queda. Levantamentos do setor indicam que:
- O milho em grão acumula queda superior a 4% em 12 meses
- A saca do cereal registra desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior
Apesar disso, essa redução não tem sido repassada ao consumidor final que compra o produto pronto nas festas juninas.
Espiga pode custar até R$ 15 em festas juninas pelo país
Enquanto o preço do grão recua, o valor da espiga cozida nas festas juninas segue elevado. Em diferentes regiões do país, os preços variam significativamente:
- Boa Vista e Recife: cerca de R$ 5 por espiga
- São Paulo (eventos estruturados): até R$ 15 por unidade
A diferença evidencia que o custo do milho servido nas quermesses é influenciado por uma cadeia complexa de serviços, e não apenas pelo valor da matéria-prima.
Do campo à festa: cadeia de custos explica distorção de preços
A formação do preço do milho consumido nas festas juninas envolve uma série de etapas além da produção agrícola. Entre os principais fatores estão:
- Transporte e logística
- Combustível
- Gás e carvão utilizados no preparo
- Mão de obra temporária
- Aluguel de espaços em eventos
- Taxas e custos operacionais de festas e quermesses
Esses elementos acabam representando uma parcela significativa do valor final pago pelo consumidor, muitas vezes superior ao custo do próprio alimento.
Qualidade do milho começa no manejo da lavoura
Antes de chegar às festas, o milho depende diretamente das condições de produção no campo. Fatores como fertilidade do solo, disponibilidade de nutrientes e manejo agronômico adequado são determinantes para a qualidade da espiga.
A adubação correta influencia o desenvolvimento da planta, garantindo melhor enchimento de grãos, uniformidade e aparência comercial valorizada no mercado de alimentos.
O fornecimento equilibrado de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio também impacta diretamente produtividade e qualidade do milho destinado ao consumo humano.
Fertilidade do solo e tecnologia elevam valor agregado do milho
Segundo o CEO da GIROAgro, Leonardo Sodré, a boa safra não impacta apenas o volume produzido, mas também a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo adequado.
“A perspectiva de uma boa safra é importante não apenas para garantir o abastecimento, mas também para estimular investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade e a qualidade das lavouras”, destaca.
Ele ressalta ainda que, no milho destinado ao consumo humano, a fertilização adequada é essencial para garantir padrão comercial e valor agregado.
Milho segue como símbolo cultural e motor econômico das festas juninas
Muito além do campo, o milho ocupa papel central nas celebrações juninas em todo o país, especialmente em estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.
A cadeia produtiva envolvida nas festas movimenta produtores rurais, cooperativas, distribuidores, supermercados, comerciantes ambulantes, restaurantes e organizadores de eventos.
O resultado é um fenômeno econômico e cultural: mesmo com a queda no preço do grão, o valor final ao consumidor segue elevado, refletindo a complexidade da cadeia entre a produção agrícola e o consumo nas festas populares brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


