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Hortitec 2025 apresenta tecnologias inovadoras para impulsionar a horticultura brasileira
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A 30ª edição da Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – acontece de 25 a 27 de junho, no Parque de Exposição da Expoflora, em Holambra (SP). Com a participação de 520 empresas nacionais e internacionais, o evento destaca soluções tecnológicas para aumentar a produtividade, reduzir perdas e assegurar a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
Diversidade de soluções para todos os perfis de produtores
Pequenos, médios e grandes produtores de todas as regiões do Brasil terão acesso a inovações em sementes e mudas, agricultura digital, cultivo protegido, nutrição, defensivos, irrigação, máquinas e ferramentas, refletindo as principais demandas do setor hortifrutícola.
Novidades da Embrapa em destaque
Entre as exposições, as unidades da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Digital, Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Hortaliças apresentam avanços tecnológicos em diferentes áreas. Um dos lançamentos é a BRS Belatriz, uma cebola híbrida amarela precoce, desenvolvida pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF). Ideal para o plantio no verão, essa cultivar é resistente a doenças e adaptada a condições de dias longos, úmidos e quentes, garantindo oferta na entressafra com preços mais atrativos para o produtor.
Batata-doce biofortificada com alto valor nutricional
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresenta a cultivar de batata-doce IAC Dom Pedro II, que possui polpa alaranjada e concentra 64 vezes mais carotenoides — responsáveis pela provitamina A — em comparação às variedades tradicionais. Além disso, sua produtividade é 48,6% maior que a principal variedade cultivada em São Paulo. Apenas 30 a 60 gramas desse alimento já suprem a necessidade diária de betacaroteno, essencial para a saúde ocular, pele e sistema imunológico. A cultivar foi desenvolvida por melhoramento genético convencional, sem uso de transgenia, e tem potencial para impactar positivamente a merenda escolar.
Sustentabilidade e biotecnologia em fertilizantes e defensivos
No segmento de fertilizantes e defensivos, a inovação alia biotecnologia e preocupação ambiental. A Embrapa Meio Ambiente apresentará o bioinsumo Auras, um ativo natural oriundo da caatinga que ajuda as plantas a enfrentar o estresse hídrico. O Auras melhora o uso da água pelas culturas, protege o potencial produtivo e minimiza os impactos de estresses térmicos e hídricos, possibilitando o máximo desenvolvimento das lavouras.
A Hortitec 2025 reforça seu papel como plataforma essencial para a modernização e sustentabilidade da horticultura no Brasil, oferecendo soluções que acompanham os desafios do setor para garantir alimentos de qualidade para toda a população.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



