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Importações de soja da União Europeia sobem 7% na temporada 2024/25, com EUA na liderança

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As importações de soja da União Europeia (UE) totalizaram 13,786 milhões de toneladas até 22 de junho na temporada 2024/25, registrando um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela Comissão Europeia nesta terça-feira (24).

Os Estados Unidos se destacam como o principal fornecedor para o bloco, com exportações que somam 5,849 milhões de toneladas, representando 42,4% do total adquirido pela UE. Na sequência, aparece o Brasil, responsável por 5,689 milhões de toneladas (41,3%), seguido pela Ucrânia com 1,502 milhão de toneladas (10,9%), Canadá com 554,2 mil toneladas (4,0%) e Togo com 71,7 mil toneladas (0,5%).

Entre os países que mais compraram soja dentro da União Europeia, a Espanha lidera com 3,302 milhões de toneladas, seguida pela Holanda com 3,117 milhões, Alemanha com 2,362 milhões, Itália com 2,092 milhões e Portugal com 946,3 mil toneladas.

Esses números indicam uma demanda crescente do bloco europeu pela oleaginosa, reforçando a importância estratégica do mercado para os principais exportadores globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova MP do frete pode elevar custo para escoar a safra e reacende debate no agronegócio

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A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que pode aumentar o custo do transporte da produção agrícola no país. O texto endurece as punições para quem contratar fretes abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reacendendo o debate entre caminhoneiros e o agronegócio sobre os impactos da medida nos custos da próxima safra.

Embora a proposta tenha como objetivo fortalecer a política do frete mínimo criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, produtores rurais acompanham a tramitação com preocupação. Em estados como Mato Grosso, onde praticamente toda a produção de grãos depende do transporte rodoviário para chegar aos portos e às indústrias, qualquer aumento no valor do frete tem impacto direto sobre a rentabilidade da safra.

A MP mantém a obrigatoriedade de cumprir os pisos mínimos estabelecidos pela ANTT e amplia as penalidades para transportadoras, tradings, cooperativas e empresas que contratarem serviços abaixo desses valores. Na prática, o texto reduz a margem para negociações individuais entre embarcadores e transportadores.

Para entidades ligadas ao agronegócio, a preocupação não está na remuneração dos caminhoneiros, considerada legítima, mas no efeito em cascata sobre toda a cadeia produtiva. O frete já figura entre os principais componentes do custo de produção de culturas como soja, milho, algodão e farelo, especialmente nas regiões mais distantes dos portos.

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A discussão ocorre em um momento delicado para o setor. Além dos juros elevados e das dificuldades de acesso ao crédito rural, produtores enfrentam custos ainda elevados com fertilizantes, defensivos e combustíveis. Um eventual aumento nas despesas com transporte pode reduzir ainda mais as margens da próxima safra.

Os caminhoneiros autônomos defendem que a medida corrige distorções históricas e evita a contratação de fretes abaixo do custo operacional, situação que se agravou com a alta recente do diesel. Lideranças da categoria chegaram a discutir uma paralisação nacional caso o governo não avançasse na proposta.

Já representantes do setor produtivo afirmam que o transporte de cargas deve funcionar com maior liberdade de negociação e alertam que regras mais rígidas podem elevar os custos logísticos não apenas para o agronegócio, mas também para a indústria e o consumidor final.

A medida provisória ainda será analisada pelo Senado. Caso seja aprovada sem alterações, as novas regras passam a valer em definitivo, afetando diretamente um dos principais custos da produção agropecuária brasileira: o transporte da porteira até o destino final da safra.

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Fonte: Pensar Agro

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